O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), segue trabalhando em seu programa jurisdicional de Redução de Emissões dos Gases de Efeito Estufa Proveniente de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+), fundamental para que o Estado possa acessar recursos de crédito de carbono disponíveis no cenário global. O envolvimento de diversos atores da gestão estadual e outras instituições, intensificado nos debates do 1º Seminário Internacional sobre Mudanças Climáticas e Mercado de Carbono Florestal Jurisdicional, é um importante passo para a construção do programa jurisdicional, que pode render ao Estado recursos na ordem de US$ 1,7 bilhão de dólares até 2033, só no bioma Cerrado, no novo mercado de carbono, segundo dados da Earth Innovation Institute (EII).
Para a superintendente de Políticas Públicas Ambientais da Semarh, Marli Santos, “o seminário foi um marco para o Estado do Tocantins porque conseguiu debater com os gestores estaduais um assunto importante e com potencial de remuneração financeira do Estado pelo esforço de redução das emissões dos GEE [gases de efeito estufa] por Desmatamento e Degradação”.
Durante o encontro, realizado no final de maio, em Palmas, capital do Tocantins, os participantes responderam um questionário com perguntas sobre o tema Mudanças Climáticas e Mercado de Carbono Florestal Jurisdicional. O nivelamento de informações possibilitado pelo evento ficou claro na análise dos resultados, afinal, 63,9% do público afirmou compreender totalmente o que o Tocantins fará para mitigar as mudanças climáticas e o que fará para se adaptar a essas mudanças.
“Acredito que o Tocantins está muito próximo de se tornar o primeiro estado do país a participar e receber recursos do mercado global de carbono”, pontuou um dos participantes, que classificou o evento como “esclarecedor”. Outra avaliação considerou que “as perguntas foram internalizadas pelos órgãos gestores, que agora conhecem o papel de suas atribuições na operacionalização do REDD+ no Estado do Tocantins”.
Após as falas de todos os palestrantes do seminário, ao serem questionados se o Tocantins pode ser remunerado pelo serviço ambiental de clima que implantar, 80,6% dos participantes afirmaram ter compreendido totalmente e 19,4% parcialmente.
O acesso a esses recursos, no futuro, pelos povos indígenas e comunidades tradicionais, por meio do sistema de salvaguardas que está sendo construído no Tocantins, também foi citado pelo público. “Precisamos fazer chegar na ponta o recurso. É preciso proteger os vulneráveis, fortalecer seus sistemas de produção sustentáveis e investir na formação e na assistência técnica e extensão rural de forma continuada com estratégia de combate às mudanças climáticas”, pontuou outro participante.
Outra contribuição foi a sugestão de uma “maior participação da sociedade organizada, em toda a construção das ações necessárias ao desenvolvimento deste importantíssimo projeto”.
Confira, nas imagens abaixo, os resultados da pesquisa realizada com o público que participou do seminário.
Saiba mais sobre 1º Seminário Internacional sobre Mudanças Climáticas e Mercado de Carbono Florestal Jurisdicional, clicando aqui neste link.
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