Procon apresenta o perfil do consumidor tocantinense

O perfil do consumidor tocantinense e as empresas mais reclamadas no estado no período de janeiro a julho deste ano foram apresentados à imprensa na manhã desta terça-feira, 11, pelo diretor do Procon-TO, Sinvaldo Conceição Neves, com a presença do secretário da Cidadania e Justiça, Télio Leão Ayres. A divulgação dos dados fez parte da programação de comemoração dos 17 anos de criação do CDC - Código de Defesa e Proteção do Consumidor.
por Umbelina Costa
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O perfil do consumidor tocantinense e as empresas mais reclamadas no estado no período de janeiro a julho deste ano foram apresentados à imprensa na manhã desta terça-feira, 11, pelo diretor do Procon-TO, Sinvaldo Conceição Neves, com a presença do secretário da Cidadania e Justiça, Télio Leão Ayres. A divulgação dos dados fez parte da programação de comemoração dos 17 anos de criação do CDC - Código de Defesa e Proteção do Consumidor. As informações são da base de dados do Sindec - Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor e a novidade este ano foi a divulgação do perfil do consumidor.

De acordo com o Procon-TO, os consumidores que mais reclamam são os da classe D, num total de 3.155 registros, seguidos dos da classe C1, com 2.029. Segundo Neves, ao contrário do que se imagina não são as mulheres que mais reclamam no Tocantins, mas os homens, com um total de 8.687 atendimentos, com idade entre 21 e 30 anos, contra 7.574 registros realizados pelo sexo feminino junto ao órgão.

O setor com maior índice de reclamações, num total de 5.595, é o de assuntos financeiros, que se refere, principalmente às empresas financeiras, cujo número aumentou bastante no Estado, com a oferta de empréstimo pessoal. Segundo o diretor do Procon, muitas destas empresas não respeitam o consumidor, que vem bater à porta do Procon em busca de orientação e defesa de seus direitos. A segunda área com maior volume de reclamações é o de serviços essenciais, com 5.456 registros de reclamações, que englobam fornecimento de energia elétrica, água e de telefonia.

Para Ayres, as empresas que vem para captar (financeiras - empréstimos consignados) são as que mais dão problemas, por não terem o poder de decisão, como um banco que já está instalado. O secretário afirmou ainda que a maior preocupação do Procon é a conscientização do consumidor sobre seus direitos e do fornecedor sobre os direitos do consumidor.

Entre as empresas mais reclamadas estão as de telefonia celular e fixa, lojas de móveis e eletrodomésticos, companhia de energia elétrica, bancos e lojas de informática.

Os maiores problemas foram verificados nas empresas de telefonia móvel e fixa, como a cobrança indevida; cobrança indevida e abusiva; contrato - rescisão e alteração unilateral; contrato/pedido/orçamento (rescisão, descumprimento e erro); não fornecimento de documentos escolares, recibo e nota fiscal; dúvidas sobre cobrança, valor reajuste, contrato e orçamento; abrangência e cobertura da garantia; não entrega ou demora na entrega do produto; recusa injustificada em prestar o serviço; serviço não concluído e fornecimento parcial; falta de fornecimento do serviço (entrega, instalação, não cumprimento da oferta e contrato); venda, oferta e publicidade enganosa.

Ainda como problemas pertinentes às empresas de telefonia estão a clonagem; consumidor negativado indevidamente nos serviços de proteção ao crédito; cláusula contratual abusiva e em desacordo com a legislação; dano material e pessoal decorrente do serviço; desistência da compra e do serviço; extravio de bagagem, carga, correspondência, mercadoria e mudança; produto entregue com defeito; serviço em desacordo com as normas e a Lei; venda enganosa e vício de qualidade(mal executado, inadequado e impróprio).

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