Polícia Civil simula crime ocorrido em Palmas

Esclarecer em que circunstâncias se deram os fatos, complementar informações ao inquérito, além de por fim às divergências que surgiram no decorrer dos depoimentos dos acusados, é o objetivo da reconstituição criminal, realizada pela Polícia Civil nesta quarta-feira, 8. O crime em questão ocorreu no último sábado (4 de agosto).
por Giselle Andrade
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Esclarecer em que circunstâncias se deram os fatos, complementar informações ao inquérito, além de por fim às divergências que surgiram no decorrer dos depoimentos dos acusados, é o objetivo da reconstituição criminal, realizada pela Polícia Civil nesta quarta-feira, 8. O crime em questão ocorreu no último sábado (4 de agosto).

A simulação da tentativa de homicídio que teve como vítima Marinalva Pereira da Silva, 23 anos, iniciou na avenida JK em frente a uma panificadora, seguiu para quadra 503 Norte terminando no Km 60 da rodovia que liga Palmas a Aparecida do Rio Negro.

A reconstituição contou com a presença de Idimara Silva de Macedo, 24 anos, Idália Silva de Macedo, 22 anos, o funcionário público contratado Marcos Vinicius Pereira Brito, 19 anos, e o empresário no ramo de motéis em Palmas, Fabiano Yuzo de Campos, 32 anos. Os quatro são acusados de tentar contra a vida de Marinalva.

A vítima passou por procedimentos cirúrgicos e está sob cuidados médicos no Hospital Geral de Palmas. Ela diz não saber ao certo o motivo que levou os acusados a praticarem tamanha violência contra ela. 'Acredito que Fabiano possa ter tido a intenção de provar para Idália seu amor por ela, e Idália por sua vez pediu ao Fabiano uma prova de amor', diz a vítima.

De acordo com o delegado que está acompanhando a simulação, Hélio Lima, a previsão para a conclusão do inquérito policial é de dez dias e logo após o término das investigações, este será encaminhado para o judiciário.

Os quatro acusados estão presos, sendo que as mulheres na Cadeia Feminina no setor Taquaralto e os homens na Casa de Prisão Provisória de Palmas. Todos ficarão à disposição da Justiça.

O crime

Segundo informações do Inquérito Policial, Idália queria vingar-se de Marinalva por esta estar causando conflitos no relacionamento dela com Fabiano. Idália pediu ajuda a sua irmã (Idimara) para dar uma surra em Marinalva. Idimara contratou Marcos Vinicius para ajudá-las no plano. Marcos ligou para a vítima marcando um programa com a mesma, tendo como ponto de encontro em frente a uma panificadora na av. JK. Os dois saíram de lá com destino a quadra 503 Norte onde Fabiano e Idália assumiram o comando da ação. Após ser agredida, a vítima foi colocada no porta-malas do carro (Fiat stilo) e os três a levaram para o Km 60 da rodovia que liga Palmas a Aparecida do Rio Negro. Neste local, eles agrediram bastante a vítima e Idália entregou uma tesoura para Marcos a fim deste perfurar Marinalva. Os acusados deixaram o local na certeza que Marinalva estava morta. Marinalva sobreviveu e denunciou os acusados. Durante a reconstituição do crime, várias provas foram encontrados no local e recolhidas pela Polícia Técnica para análise.

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