Representantes da SSP - Secretaria da Segurança Pública do Tocantins e de outros 37 órgãos e organizações de todo o país participaram, entre os dias 23 e 26, em Brasília (DF), do I Encontro da Rede Nacional de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, organizado pela Secretaria de Direitos Humanos, da Presidência da República. Cerca de 120 pessoas se reuniram para debater a questão do desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil e traçar estratégias comuns para o enfrentamento do problema.A delegação tocantinense, formada pelas titulares da Delegacia Estadual de Proteção à Criança, ao Idoso e ao Adolescente, Heloísa Godinho; e da Delegacia Especializada da Infância e Juventude de Palmas, Juliana Amaral, retornaram contentes do evento, onde o estado do Tocantins, juntamente com o Rio Grande do Sul, foi elogiado por manter delegacias especializadas também no interior do Estado. Atualmente, nove delegacias sediadas em Araguaína, Gurupi, Porto Nacional, Paraíso, Colinas, Guaraí, Miracema, além de Palmas, são responsáveis pela apuração dos crimes cometidos contra crianças e adolescentes em todo o Estado. Apenas uma menina de 11 anos é procurada por desaparecimento.Ericléia Anasilvia Gonzaga Batista, desapareceu no dia 26 de março de 2004, em Araguaína, quando retornava da escola, por volta das 17h30, trajando saia estampada nas cores vermelha e branca, camiseta branca com logotipo do Colégio Estadual Norte Goiano, e não chegou em casa, nem foi mais vista.Embora não existam dados consolidados que traduzam a exata dimensão do problema, estima-se que hoje, no Brasil, cerca de 40 mil crianças e adolescentes desapareçam por ano. Ainda que a grande maioria desses casos seja solucionada rapidamente, a maior parte nas primeiras 48 horas, existe um percentual significativo, entre 10 e 15%, de crianças e adolescentes que permanecem desaparecidos por longos períodos de tempo e, às vezes, jamais são reencontrados.Para Heloísa Godinho, o encontro foi importante para estimular um esforço coletivo e de âmbito nacional para a busca e a localização dos desaparecidos. Pudemos estabelecer novas parcerias com outros estados objetivando agilizar as investigações, já que quanto mais tempo se leva para localizar uma criança, menor é a chance de encontrá-la avaliou a delegada. Muitas vezes, as vítimas fogem ou são levadas de seus estados de origem e, por isso, é fundamental que todas as unidades federativas estejam integradas.Ficou acertado que a Caixa Econômica Federal deve divulgar, a partir de dezembro, em todas as suas agências e nas casas lotéricas panfletos e folders com fotos e informações de crianças e adolescentes desaparecidos no país. A campanha Com sua ajuda essa saudade pode ter fim, visa a estimular as pessoas a repassar informações sobre crianças desaparecidas.Ao final do encontro foi elaborado um documento denominado Carta de Brasília sugerindo a implantação de políticas públicas eficazes para diminuir os índices de desaparecimento de crianças e adolescentes no país, muitas vezes motivados pelo tráfico de pessoas e até mesmo de órgãos humanos.
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