Produtores de assentamento aprendem a produzir Feno e Silo

A prática de produzir o feno da palha de arroz, a silagem da folha e do caule da mandioca, e outros alimentos alternativos para rebanhos, foi apresentada na última quarta-feira, 13, para cerca de 25 agricultores familiares, pelo Ruraltins - Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins, durante um dia técnico. Na aula os técnicos apresentaram tecnologias que facilitam a produção dos alimentos. Parte do processamento dos alimentos foi realizada pelos produtores, para melhor fixação do aprendizado.
por Eliane Tenório
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A prática de produzir o feno da palha de arroz, a silagem da folha e do caule da mandioca, e outros alimentos alternativos para rebanhos, foi apresentada na última quarta-feira, 13, para cerca de 25 agricultores familiares, pelo Ruraltins - Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins, durante um dia técnico. Na aula os técnicos apresentaram tecnologias que facilitam a produção dos alimentos. Parte do processamento dos alimentos foi realizada pelos produtores, para melhor fixação do aprendizado. Os produtores também aprenderam os passos da produção de feno e silagem e como armazenar os alimentos, que servirão de reserva para os rebanhos bovino, suíno e ovino; durante a estiagem. “Nesse período, quando está sendo feita a colheita do arroz, é hora de aproveitar a palhada para o preparo do feno”, destacou o engenheiro agrônomo do Ruraltins, Geraldino Queiroz. Além dos alimentos já citados, foi feito também o silo da folha e caule da mandioca e raspa da raiz da mandioca, para melhor aproveitamento das culturas. Antes, as folhas e talos da mandioca eram jogados fora, conforme contam os produtores Joselito Câmara de Araújo e Antonio Arruda. Já a agricultora Antonia Pereira de Souza disse que já fazia o silo da folha da mandioca e garantiu que os animais comiam tudo. “As folhas da mandioca contêm muito carboidrato e alimenta melhor que a raiz ou mandioca”, observou Queiroz. No assentamento Entre Rios, a cerca de 50 km de Palmas, 40 produtores, organizados em duas associações, vivem do plantio de mandioca, arroz, milho e outras culturas básicas para alimentação de suas famílias. Também criam gado bovino de corte e de leite, suíno e frango caipira. “Aqui no assentamento só passa fome quem quer”, asseguraram as agricultoras Laíde de Sá e Lourdes Vigilino da Costa.ManonaCom o mercado promissor para o Biodiesel, os técnicos do Ruraltins, juntamente com os produtores do assentamento, estão introduzindo o cultivo da mamona. “A saca da semente da mamona está custado R$ 60, com comercialização garantida, para usinas esmagadoras nos Estados da Bahia e Mato Grosso”, informou o engenheiro agrônomo do Ruraltins, Ilário Portela. “O que aprendemos hoje foi muito importante para todos, vamos praticar o que aprendemos e reservar alimentos para os animais, que sofrem com a escassez de alimentos na estiagem”, disse o presidente da associação dos produtores rurais do Assentamento Entre Rios, Antonio Arruda, agradecendo a visita dos técnicos do Ruraltins em nome dos produtores que participaram do encontro.Fenagem O processo de fenagem consiste em colher o material (palhadas de arroz, milho e outras; e ainda pastagens como o andropógon e o brachiarão) quando estão com maior qualidade nutricional, processá-los e armazená-los, a fim de oferecê-los aos rebanhos no período de escassez de pastagens.Para facilitar a prensagem do feno, os técnicos apresentaram uma prensa manual de madeira, com capacidade para produzir de 12 a 15 kg de feno, e que pode ser facilmente transportada. A máquina foi confeccionada para atender as necessidades do agricultor familiar, e custa R$ 150. No caso do assentamento os associados podem obter, ou ainda confeccionar artesanalmente, duas ou três máquinas, para o uso de todos. A tecnologia para produção de alimentos alternativos para alimentação de rebanhos e a prensa manual de madeira serão demonstrados, no período de 4 a 8 de maio, no stand do Ruraltins, durante a Agrotins 2005.

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