No 11° Jogos dos Povos Indígenas, realizado na Praia de Porto Real em Porto nacional, que teve seu início dia 5, além das práticas esportivas, o evento conta com apresentações culturais de várias etnias participantes. Na tarde desta sexta-feira, dia 11, o Povo Gavião Paraketejê, do Pará apresentou pela primeira vez em público, o ritual da perfuração dos lábios.
O ato de perfurar o lábio inferior realizado pelo povo Gavião é um costume ancestral no qual um guerreiro mais experiente, escolhe uma criança entre 6 e 7 anos e transpassa um dente de veado, muito afiado.
Cheio de simbolismos, segundo os membros da etnia, existe toda uma preparação que antecede o ritual, como a alimentação da criança e do guerreiro responsável pela perfuração que é toda a base de carne de caça, também significa os primeiros passos que a criança dá rumo a fase adulta, ganhando status dentro de sua tribo. Toda a comunidade se envolve com suas tradições e toda a ritualística da perfuração envolve cantos e cânticos que ilustram seus mitos e histórias.
Como as etnias tocantinenses Krahô e Apinajé, os Gavião falam um dialeto da língua Timbira Oriental, pertencente à família Jê.
Localização
Os Gaviões vivem na Terra Indígena Mãe Maria, localizada no município de Bom Jesus do Tocantins, no sudeste do estado do Pará. Situada em terras firmes de mata tropical, apresenta como limites os igarapés Flecheiras e Jacundá, afluentes da margem direita do curso médio do Tocantins.
Distantes cerca de 40 km da cidade de Marabá, o principal núcleo urbano da região, e a apenas 30 km do povoado de São Félix, os Gaviões vivem na aldeia Kaikoturé — um dos nomes do líder do grupo, Krohokrenhum — inaugurada em julho de 1984. Situa-se cerca de um quilometro da rodovia PA-70.
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