Fundação Cultural vai realizar estudos sobre a Festa dos Caretas

A Fundação Cultural do Estado enviou uma equipe na última sexta-feira, 25, para a cidade de Lizarda a fim de colher informações sobre o ritual da Festa dos Caretas, uma tradição centenária que corre o risco de extinção. A historiadora Leonídia Batista Coelho foi acompanhada de um fotógrafo documentarista e presenciou dois momentos da festa, na sede do município de Lizarda e na comunidade Pé do Morro. A partir do relatório a ser elaborado pela historiadora, a Fundação vai determinar que tipo de intervenção será feita para que a tradição se mantenha. De acordo com a historiadora, é preciso que seja feito um resgate histórico da festa levantando suas origens e motivações. “Não há registros bibliográficos ou qualquer documento sobre a festa, o que dificulta a pesquisa”, avaliou a historiadora, depois de alguns contatos com autoridades e moradores de Lizarda. Leonídia gravou os cânticos populares e religiosos entoados durante os preparativos do ritual, além de vários depoimentos dos participantes. Todas as etapas que envolvem a festa foram fotografadas. A Festa dos Caretas já integra o calendário de festas tradicionais do Estado, que foi elaborado pela Fundação Cultural e que está sendo avaliado pela Assembléia Legislativa. A Fundação Cultural também está apoiando a realização de documentário em vídeo sobre a Festa dos Caretas que começou a ser gravado no ano de 2000 e que deve ser concluído este ano, pelo jornalista Marcelo Silva e sua equipe. A produção do vídeo vai servir para divulgar o espetáculo, que ainda não foi visto no Estado.A Festa A Festa dos Caretas é realizada há mais de 100 anos na região de Lizarda, de acordo com relatos dos moradores. Na semana muitos moradores realizam a “sentinela”, com a reza do terço e jejuns. Para marcar o fim da sentinela, eles organizam a brincadeira dos Caretas, que consiste na montagem de uma quinta (pequena chácara) com bananas, canas-de-açúcar, abóboras e outros produtos que deve ser protegida por mascarados armados de pinholas (chicotes de fibras). Os moradores que participam da brincadeira tentam invadir a quinta e acabam apanhando dos caretas. A brincadeira dura quase toda a madrugada e envolve até as crianças e os velhos.

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