Com mais de 1.300 árvores, Praça dos Girassóis é espaço de apreciação para palmenses e turistas

326 placas estão fixadas na base do tronco das árvores com identificação
- Foto: Elson Caldas/ATN

Segunda maior do mundo, a Praça dos Girassóis, em Palmas, está no centro geodésico do país e abriga diversidade de fauna e flora, constituindo um espaço para apreciação por parte de moradores e visitantes.

Com 1.300 árvores, em sua maioria frutífera, a praça exibe 76 variedades cuja identificação das espécies é feita pelo nome popular e científico por meio de 326 placas fixadas na base do tronco das árvores.

Como explica o engenheiro agrônomo paisagista, Sérgio Antônio Batista, responsável por coordenar os trabalhos de manutenção da praça, o local é ornado com mais de seis espécies de girassol. “Nós temos apenas um exemplar de cada espécie para que não canse a pessoas e não venha a causar poluição visual com excesso de placas”, explica.

Incluindo canteiros e entrâncias, como áreas de estacionamento, estão distribuídos pela praça um total de 247 ipês roxo, sendo que o tabebuia avellanedae lidera com 122 unidades. O popular coco-da-bahia ou da praia (cocos nucifera) é outra espécie predominante, contando com 111 palmeiras. Já a fava de bolota (parkia pendula), frutífera apenas para os passarinhos, é nativa do local.

Quem passar pelo local também vai poder conhecer a mauritia flexuosa e a mangifera, popularmente conhecidas como buriti e manga.

Paisagem de encher os olhos 

As árvores existentes no local, contando com as espécies nativas, como mangaba, oiti, murici, guapeva e imbaúba, contrastam com a ornamentação de jardins, gramados e flores de variada coloração, que enchem os olhos de quem passa pelo local. 

Mas para tanta beleza, o agrônomo Sérgio Batista lembra sobre os cuidados que se tem com o espaço. “Nós sempre ficamos preocupados com a prevalência das espécies, com adubação e nutrientes necessários e ainda o que é relativo a insetos, como cupins, formigas, fungos, que podem causar prejuízos”, explica.

Jaime de Paula, paulista que mora na Capital há dez anos, é frequentador matinal da praça, e conta que as caminhadas ficam muito mais prazerosas no local. “Vim com meus cães e minha esposa também gosta muito desse lugar, e eu, particularmente, admiro tudo aqui. Já ate colhi sementes que levei pra casa e plantei”, conta. 

Já para a professora Márcia Jovine, que está visitando o Estado pela primeira vez e integra um grupo de visitantes que veio conhecer a região do Jalapão e Palmas, a praça representa um painel bastante expressivo. “Aqui tem muitas árvores e isso já contribui para que se evite problemas de poluição, por exemplo”, destaca.

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