Com sabor e cheiro peculiar, o pequi (Caryocar brasiliense) fruto típico do cerrado brasileiro, ganha destaque na culinária e em seus diversos derivados. Nesta época do ano começam cair os frutos, que além de enriquecer os pratos, rendem um lucro a mais para muitas famílias. O fruto pode ser encontrado em feiras livres ou nos pequizeiros nas praças de Palmas e em terrenos baldios. O pequizeiro, que é uma das espécies mais marcantes da vegetação do Cerrado, é tradição na mesa dos tocantinenses.
No Tocantins, o pequi é encontrado principalmente na região central, sul e sudeste do Estado. O fruto possibilita o aproveitamento em diversos tipos. Os pesquisadores começaram descobrir as vantagens, principalmente na indústria cosmética e alimentícia. As famílias costumam usufruir do fruto em pratos típicos da culinária regional e no processamento para fazer doces, licores e conservas.
Há 15 anos, a comerciante Maria Aires Brita, de Porto Nacional, trabalha com frutos do cerrado. Ela, que é proprietária de uma minifábrica de processamento, beneficia-se com a safra do pequi. “Com a polpa eu faço o licor e o doce, produtos que ajudam a ganhar um dinheirinho a mais no bolso. Todos os anos eu aproveito a safra e colho os pequis para congelar”, ressaltou.
Máquina de processamento - Uma das grandes novidades da nona edição da Agrotins foi a apresentação do projeto piloto para extração do óleo vegetal do pequi, para múltiplos usos na indústria alimentícia e cosmética. A máquina de processamento é móvel e tem capacidade de produzir 60 quilos de matéria-prima por hora. A despolpadora do fruto, patenteada e em processo de conclusão para o funcionamento, promete revolucionar o agronegócio no Tocantins.
O aproveitamento do pequi é total. Da casca, produz-se a ração animal. A amêndoa é utilizada para fazer derivados alimentícios. Da polpa, pode-se produzir óleo, licores, sorvetes, picolés, bolos, entre outros produtos. O resíduo do caroço também é transformado em adubo orgânico e do óleo faz-se o sabão. Os resíduos do fruto podem ser aproveitados para ração animal.
Reflorestamento - Atualmente o pequi também vem sendo utilizado para o reflorestamento de áreas degradadas. A Seagro - Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento incentiva o plantio de várias espécies silvícolas nativas, entre elas o jatobá, o baru, a cagaita, e em especial o pequizeiro.
Vantagens - Sua composição é bastante rica em diversos nutrientes essenciais ao organismo. Na polpa, também se detectam um teor elevado de fibra alimentar. É rico em vitaminas A, C e E, em sais minerais (fósforo, potássio e magnésio) e em carotenóides, que evitam a formação de radicais livres no corpo e previnem tumores e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
Uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) revelou que o pequi tem propriedades antioxidantes que previnem os efeitos colaterais, como mutações celulares, provocadas pelos tratamentos quimioterápicos para câncer, sem diminuir a proliferação de células sadias.
Receita - Pirão de pequi
10 caroços de pequi
300 gramas de carne moída
01 cabeça de cebola picada
01 pimentão verde
03 dentes de alho
Farinha
Cheiro verde
Açafrão
Pimenta de cheiro
Modo de preparo
Utilizando açafrão, cebola, cheiro verde, alho, pimentão verde, tempere a gosto a carne moída, para logo após fritá-la. Em seguida, coloque os caroços de pequi, refogue-os por um instante, depois acrescente água para cozinhá-los. Deixe o pequi ficar bem cozido. No final coloque a farinha para fazer o pirão.
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