Governo do Tocantins apoia produtor de queijo do Cerrado na obtenção do Selo Arte e empreende no Turismo Rural

Seagro está elaborando um projeto de reestruturação da agroindústria para que medidas de readequação sejam implantadas de acordo com as normas exigidas para a obtenção do selo
por Elmiro de Deus/Governo do Tocantins
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Para a proprietária da Fazenda Buritizal, Ariana Silva Braga, o agroturismo é uma atividade de complemento de renda e ao mesmo tempo uma vitrine para mostrar aos turistas que há de melhor na produção agroecológica - Foto: Wilson Rodrigues/Governo do Tocantins

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), apoia agroindústria de fabricação de queijo artesanal na obtenção do selo arte. A empresa, que fica localizada no distrito de Taquaruçu, fabrica queijos maturados saborizados com frutos do Cerrado. Uma equipe da Seagro esteve no local na última quinta-feira, 8, para orientar a produtora quanto aos requerimentos do projeto arquitetônico e à implantação dos programas de autocontrole.

A equipe da Seagro também está elaborando um projeto de reestruturação da agroindústria para que medidas de readequação sejam implantadas de acordo com as normas exigidas para a obtenção do selo. “Estamos auxiliando no suporte técnico do projeto arquitetônico da agroindústria, nas orientações das boas práticas, supervisão técnica do controle de qualidade, visando fortalecer a identidade e a qualidade da produção do queijo”, destacou a gerente de Fomento à Agroindústria da Seagro, Verônica França.

O queijo do Cerrado maturado é produzido com matéria-prima de boa qualidade, que prioriza o bem-estar animal e ingredientes naturais do Cerrado como a pimenta de macaco, óleo de buriti, óleo de coco babaçu e outros frutos, que conferem um sabor diferenciado e único ao produto. De acordo com a proprietária da fazenda, Ariana Silva Braga, o queijo tem um sabor peculiar. “É uma receita mineira adaptada ao sabor tocantinense, fomos adicionando ingredientes e a aceitação é excelente, não conseguirmos suprir as demandas, isso motiva a busca de novos sabores de queijos, ou seja, expandir ainda mais nossa produção”, almejou.

Selo Arte

A produtora busca, na Seagro, a conquista do Selo Arte para expandir a venda do queijo. “Para isso, a Secretaria está auxiliando a produtora nas tramitações legais para conseguir o Selo Arte. Após este reconhecimento, deve agregar mais valor ao produto, e com isso, a produtora poderá expandir a sua comercialização do queijo para todo o Brasil”, prontificou a gerente da Seagro, Verônica França.    

O Selo Arte foi criado em 2019 pelo governo federal e a lei determinou que a regulamentação das concessões caberia aos estados. O selo é concedido para produtos artesanais de receitas tradicionais, com mão de obra familiar e características culturais e regionais. Podendo ser produtos cárneos, lácteos, mel ou pescado.

Agroturismo

A fazenda Buritizal possui também potencial para a exploração do agroturismo sustentável. De acordo com a gerente Verônica França, a intenção é incentivar a maximização dos recursos da propriedade, como por exemplo explorar o potencial gastronômico da comida curraleira do Tocantins, aliado ao turismo ambiental. “O projeto da fazenda servirá de modelo para outras comunidades rurais do Estado, pois tem a possibilidade de produzir, extraindo produtos locais, aliando ao turismo ambiental para mostrar ao turista as vantagens da produção sustentável “, destacou.  

Para a analista de Turismo da Seagro, Francine Seixas, a fazenda é um excelente local para adaptar ao turismo de vivência. “Aqui, já existem as experiências não só gastronômicas, mas também ambientais, um local de aprendizagem de consciência socioambiental, tornando-o atrativo no agroturismo”, ressaltou.

Para a proprietária da Fazenda Buritizal, Ariana Silva Braga, o agroturismo é uma atividade de complemento de renda e, ao mesmo tempo, uma vitrine para mostrar aos turistas que há de melhor na produção agroecológica. “Aqui é um local em que o turista pode conhecer coisas novas do plantio, cultivo à produção gastronômica”, enfatizou.

Edição: Thâmara Cruvinel

Revisão Textual: Marynne Juliate

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