Saúde capacita profissionais sobre o processo de doação de órgãos

O curso objetivou compartilhar experiências no “Acolhimento Familiar e Comunicação de más notícias”.
por Luciana Barros/Governo do Tocantins
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Profissionais de saúde são capacitados sobre acolhimento familiar e comunicação durante o processo de doação de órgãos.Foto:Divulgação/Saúde.jpg - Foto: Foto:Divulgação/Saúde

A Doação de órgãos é um ato nobre que pode salvar vidas. A Central Estadual de Transplantes do Tocantins (CETTO), da Secretaria de Estado da Saúde (SES),em parceria com o  Hospital Geral de Palmas, realizou nesta sexta-feira, 10, um Curso de  “Acolhimento Familiar e Comunicação de más notícias”, voltado aos profissionais de diversas unidades hospitalares. A ação foi ministrada pelas psicólogas, Thais Neves e Núbia Alencar.

 “Abordamos o tema de comunicação efetiva e entrevista familiar. Foi compartilhado com os profissionais da Central de Transplante sobre os aspectos importantes relacionados à comunicação entre a equipe e as famílias, ao serem abordadas com notícia de óbito e abertura de protocolo de morte encefálica e doação de órgãos e tecidos. Importante dizer, que enquanto profissionais é um momento de compartilharmos nossas vivências para o fortalecimento do serviço”, explica a psicóloga do HGP, Thais Neves.

A Coordenadora da Central de Transplante, Marília Transplante: Marília Batista Ribeiro explica, “em alusão ao Setembro verde em que comemoramos o Dia Nacional de Doação de Órgãos, são realizada campanhas durante todo o mês, é uma dessas ações foi o curso de comunicação de más notícias, com a participação da equipe dos profissionais da saúde, em parceria com HGP”, destacou.

A Enfermeira Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital Regional de Araguaia (HRA), Luna Maciel Baum enfatizou,“esse curso foi de fundamental importância para nosso aprimoramento como profissionais para a prestação de um serviço de qualidade aos familiares dos doadores em potencial”, declarou.

Com funciona a doação?

Para que aconteça a doação, é necessário que a família tenha conhecimento do desejo de ser doador, uma vez que parte dela a autorização para captação dos órgãos. A autorização deve ser concomitante ao quadro de morte encefálica, ou seja, quando ocorre uma perda definitiva das funções do cérebro e, por isso, a recuperação não é mais possível. Neste tipo de quadro, os órgãos permanecem ativos por um curto período de tempo, o que permite então a captação para que sejam remetidos aos receptores.

 

 

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