Ruraltins e Embrapa mostram equipamento ideal para separar grãos em pequenas propriedades rurais

por Paulo Albuquerque/Governo do Tocantins
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Com o objetivo de facilitar a vida dos pequenos produtores na pós-colheita do arroz, técnicos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) e da Embrapa fizeram uma demonstração do funcionamento de uma  trilhadora, em uma pequena propriedade localizada a 35 km  de Paraíso do Tocantins.

 A trilhadora é uma máquina simples, desenvolvida pela Embrapa,  que tem a finalidade de trilhar (separar) os grãos de cereal do seu ramo. Ela é fabricada com técnicas simples e com pouco investimento. Segundo o engenheiro agrícola da Embrapa, Daniel Custódio, o produtor não gasta mais do que R$ 1.300,00 para fazer uma. O custo maior é do motor, que fica em torno de R$ 600,00. Sendo que a grande vantagem da trilhadora está justamente na redução do tempo de serviço de trilha. Sem a máquina, o pequeno produtor precisa fazer o serviço manualmente, geralmente batendo os ramos da planta em uma superfície sólida para, assim, desprender os grãos. Esta técnica antiga atrasa a colheita e pode limitar a expansão das pequenas áreas de cultivo.

“A trilhadora serve especialmente para o serviço em áreas pequenas. É um projeto antigo voltado para a agricultura familiar”, explica Daniel Custódio. Além de servir na colheita do arroz, Daniel afirma que a trilhadora já foi experimentada também em cultivos de soja, sorgo e crotalária. “E nada impede que sejam feitos outros testes, para outras cultivares, sem precisar fazer qualquer adaptação no equipamento”, confirma.

Valdinez  Cabral, técnico em extensão rural do Ruraltins, experimentou as variedades de arroz Esmeralda e Serra Dourada em uma área de cerca de 3.000m² . Segundo ele, serão colhidos em torno de 600 quilos do cereal, que, devido à alta qualidade, servirão para semente em outras lavouras. “O Ruraltins também atua na distribuição das sementes desenvolvidas pela Embrapa, o que beneficia diretamente o pequeno produtor que é atendido em nossas unidades”, afirma.

Após a trilha, as plantas em feixes, sem os grãos, são descartadas para se iniciar novo ciclo de trilha. As máquinas devem ser operadas por duas pessoas de forma alternada, sendo que ambas realizam todas as etapas de preparação, trilha e descarte dos feixes de plantas.

Trilhadora na Agrotins

Os produtores vão poder conhecer de perto o funcionamento da trilhadora na 17ª  edição da Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins 2017), que será realizada de 9 a 13 de maio no Centro Agroteconológico de Palmas. A máquina vai estar em exposição no espaço do Ruraltins, destinado à agricultura familiar.

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