Naturatins realiza vistorias para Autorização de Exploração Florestal na região central e sudeste do Estado

São seis fazendas que recebem a equipe do Naturatins para validação de inventário florestal
por Ana Elisa Martins/ Governo do Tocantins
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Técnicos do Naturatins fazem vistorias para Autorização de Exploração Florestal na região central e sudeste do Tocantins - Foto: Ana Elisa Martins

Nesta semana, de 19 a 23, o Instituto de Natureza do Tocantins (Naturatins) realiza uma série de vistorias ligadas à agenda verde, para as solicitações de Autorização de Exploração Florestal (AEF) nas regiões centrais e sudeste do Estado. Ao todo são seis vistorias realizadas essa semana, com visitas técnicas nos municípios de Porto Nacional, Monte do Carmo, Almas e Conceição do Tocantins. 

Guiados pela rota traçada no GPS, dois técnicos do Naturatins responsáveis pelas vistorias das 6 fazendas da região central e sudeste do estado, exploraram, na última segunda-feira, 19, uma região demarcada no inventário de uma fazenda que fica a 18 km de Porto Nacional. O trabalho é de coletar as amostras de árvores marcadas existentes na região e conferir se o que foi apresentado no inventário confere com a realidade do local.

Marielle Ludke, inspetora de Recursos Naturais do Naturatins, conta como funciona esse processo. “O consultor apresentou unidades amostrais com espaçamento de 10x100. Nós vamos até o local e conferimos as espécies e DAP (diâmetro acima do peito) das árvores. Todas as árvores com DAP acima de 22cm devem estar identificadas no Inventário. Assim, a gente calcula a proporção na área demarcada e estima o tanto de madeira que vai sair”, relata a inspetora, enquanto caminha na direção que o GPS indica para cerificar uma dessas mostras.

Junto com a inspetora, o analista do Naturatins, Taigo Auerswald, que também é gestor Ambiental, coleta a numeração marcada nas árvores, confere no inventário e explica o procedimento. “Isso tudo é para a gente estimar a volumetria da madeira que está declarada. Porque ao desmatar essa área ele vai pegar essa madeira, então a gente tem que fazer essa estimativa para depois emitir o DOF [Documento de Origem Florestal], que é um sistema eletrônico para o controle do transporte e do armazenamento de produtos e subprodutos florestais de origem nativa”, esclarece o analista.

Segundo a inspetora, a vistoria para validar o inventário florestal permite confirmar se a área solicitada para desmatar não vai causar um grande impacto. “Em campo a gente consegue, além de acompanhar o inventário florestal, visualizar reserva legal, APPs [Área de Proteção Permanente] e áreas de vegetação que podem estar suprimidas, dentro da fazenda. Muitas vezes, com as imagens de satélite, a gente não consegue visualizar, por ser muito recente e in loco conseguimos verificar tudo isso”, conclui Marielle Ludke.

A inspetora ainda ressalta que o Naturatins realiza essas vistorias com frequência média de uma equipe por semana que sempre estão atentos ao perigo que é entrar em vegetação nativa, pois muitas vezes é possível identificar pegadas de onças, cobras venenosas, porco do mato e abelhas, dentre outros animais perigosos nas regiões vistoriadas. Assim os técnicos buscam estarem sempre com ferramentas que auxiliam na proteção como caneleiras, facão e água.

Nos próximos dias, a equipe segue com as vistorias nos municípios de Monte Carmo, Almas e Conceição do Tocantins, onde avaliam os inventários florestais de outras cinco propriedades.

Além da propriedade de Porto nacional, as vistorias também estão sendo realizadas nos municípios de Monte Carmo, Almas e Conceição do Tocantins. - Ana Elisa Martins
É conferido as espécies e o DAP das arvores e as que tiverem o DAP acima de 22cm devem estar identificadas no Inventário. - Ana Elisa Martins
O trabalho é de coletar as amostras marcada e conferir se o que foi apresentado no inventário florestal confere com a realidade. - Ana Elisa Martins
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