Após nove dias de trabalho intenso, incêndio na Serra do Lajeado é debelado

O incêndio teve início no dia 28 de agosto, por volta do meio dia, numa das fazendas do Taquarussu Grande, ao pé da Serra, e foi completamente extinto no dia 7 de setembro, numa ação conjunta entre brigadistas do Parque e da APA Serra do Lajeado, Corpo de Bombeiros Militares, Defesa Civil, Prefeitura de Palmas e Associação Água Doce
por Wanja Nóbrega/Governo do Tocantins
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Incêndio teve início em fazenda e foi contido após nove dias de trabalho intenso - Foto: Naturatins/Divulgação

Após nove dias de ações intensas, as equipes envolvidas no combate ao incêndio na Serra do Lajeado, em Palmas (sentido Aparecida do Rio Negro), encerram as atividades e declararam que não há mais risco de reincidência de fogo no local. O incêndio teve início no dia 28 de agosto, por volta do meio dia, numa das fazendas do Taquarussu Grande, ao pé da Serra. 

Lyon Cardoso de Sousa, inspetor de Recursos Naturais do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), que atua no Parque Estadual do Lajeado (PEL), contou como foi o trabalho de monitoramento e combate ao incêndio. Ele disse que a equipe de brigadistas do PEL foi acionada pelo dono da fazenda. 

Quando os brigadistas chegaram ao local, o fogo já havia subido a serra, obrigando a equipe a se dividir em duas frentes de atuação. Inicialmente, os brigadistas do PEL contaram com ajuda apenas da equipe de combate a incêndios da Área de Proteção Ambiental (APA) Serra do Lajeado e de voluntários da própria comunidade de Taquarussu Grande. 

Isso porque simultaneamente ao incêndio na Serra, outro sinistro começava na garagem da Secretaria de Segurança Pública, no perímetro urbano de Palmas, demandando a presença do Corpo de Bombeiros e dos brigadistas do município. 

“Nossa ação imediata foi fazer contrafogo nas margens da TO-020 velha, para evitar que o fogo atravessasse para o outro lado do Parque e os danos fossem ainda maiores”, disse o inspetor.

Após conter o incêndio da garagem, os Bombeiros Militares, Defesa Civil e os brigadistas de Palmas reforçaram as ações para conter o fogo da Serra. Enquanto os brigadistas do PEL e da APA Serra de Lajeado trabalhavam na contenção na parte de cima, eles atuavam na parte de baixo da Serra. 

Ele explicou que desde o início do incêndio, as equipes faziam o monitoramento das condições climáticas, para tentar prever o comportamento do fogo e planejar as ações necessárias. “No dia 2 de setembro, conseguimos conter as chamas e no dia seguinte tivemos uma trégua, mas como ainda havia fumaça, permanecemos no local, realizando rondas em toda a área atingida para fazer o rescaldo (ação final preventiva no intuito de não permitir a reignição ou surgimento de novos focos de incêndio na área já queimada)”, informou o inspetor.

Mesmo assim, no dia 4, houve uma reignição, que é quando o incêndio já combatido e extinto recomeça. Isso ocorre quando existem brasas e focos escondidos e não encontrados durante o rescaldo. “Isso acontece especialmente quando árvores que foram queimadas escondem brasas em seu interior e ao caírem lançam essas brasas em áreas não queimadas”, explicou Sousa.

A partir da reignição, as equipes de combate foram novamente acionadas e uma nova rodada de operações foi realizada. “Foram muitas caminhadas, subidas íngremes, abrindo caminho com facão, fazendo aceiros e uma sucessão de atividades intensas que levaram as equipes à exaustão”, lembra Sousa, completando que as ações nesse segundo momento eram para evitar que chegassem às chácaras e casas da região. 

“Após cinco quilômetros de aceiros e muito trabalho, contando com ajuda preciosa de vários parceiros como brigadistas da APA Serra do Lajeado, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Prefeitura de Palmas e comunidade do Taquarussu Grande, finalmente conseguimos conter todas as chamas e no dia 7, fizemos o monitoramento e rescaldo, garantindo que não haveria mais nenhuma possibilidade de novos focos”, disse o inspetor, completando que as equipes continuam monitorando a área e a postos, caso precisem ser acionados. 

Lyon Cardoso de Sousa fez questão de registrar um agradecimento especial à representante da Associação Água Doce - Movimento de Proteção ao Taquarussu Grande, Noeli Maria Stürmer. “Durante todo o tempo que estivemos trabalhando no combate ao incêndio, a Noely nos ajudou, inclusive garantindo nossa alimentação e voluntários para trabalharem conosco, além de ceder material de trabalho, como sopradores e bombas costais pertencentes à Associação”, explicou. 

 

Ação contínua para controlar e combater o incêndios evitou que se alastrasse ainda mais - Naturatins/Divulgação
O contrafogo foi uma das técnicas utilizadas pelos brigadistas para evitar que o alastramento das chamas - Naturatins/Divulgação
O contrafogo foi uma das técnicas utilizadas pelos brigadistas para evitar que o alastramento das chamas - Naturatins/Divulgação
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