Cientistas da região central do Tocantins recebem visitas técnica do PPSUS

O objetivo da ação é propor estudos que viabilizem a melhoria da saúde pública através da ciência, tecnologia e inovação das pesquisas desenvolvidas pelos cientistas tocantinenses
por Stefani Cavalcante & Georgya Laranjeira Correa/ Governo do Tocantins
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01 Visita tecnica da Fapt ao projeto de idosos. Credito Stefani Cavalcante.JPG

Com o objetivo de analisar o progresso das pesquisas que são desenvolvidas em Palmas, o Governo do Tocantins por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt) realizou visitas técnica à três projetos que fazem parte do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) do Ministério da Saúde que estão em andamento na região central do Estado. Estão à frente dos estudos, professores mestres e doutores da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e membros da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

O acompanhamento foi realizado pela a Assessora Técnica de Programas e Projetos de Saúde da Fapt, Adriana Arruda no próprio local onde são realizados os estudos. Com a pandemia os pesquisadores puderam partilhar suas dificuldades devido a atual crise mundial e mesmo assim demonstraram perseverança. Com as medidas restritivas, alguns projetos tiveram suas equipes reduzidas e algumas alterações metodológicas, como mudanças de intervenções presenciais para remotas. As visitas ocorreram nos dias 06 e 07 de maio.

Para a doutora em Ciências da Saúde, professora da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Daniella Pires Nunes, que coordena a pesquisa “Cuidadores de idosos dependentes no município de Palmas: O significado do cuidar e o impacto de intervenção educativa na sobrecarga”, a forma de conduzir o trabalho sofreu alterações com a pandemia. “Antes contávamos com orientações presenciais aos cuidadores e devido a pandemia tivemos que nos adaptar pelo atendimento por telefone que possivelmente pode resultar num tele saúde”, explicou.

Segundo a cientista, a ação possibilita que mais pessoas saibam a realidade dos pesquisadores e dos projetos desenvolvidos no Tocantins. “Essa visita técnica permite que o Governo do Tocantins conheça e se aproxime mais da nossa realidade e do projeto em andamento, passando a conhecer os desafios e o impacto disso na vida da sociedade e das pessoas envolvidas nestas pesquisas”, destacou.

Adriana da Fapt, também visitou o pesquisador e doutor em Engenharia de Sistemas e Computação, professor Ary Henrique Morais de Oliveira que executa o projeto “Desenvolvimento de uma Ferramenta de Análise Geoespacial a partir dos dados do SINAN-TO sobre os casos de Hanseníase no Tocantins através de métodos e ferramentas de Inteligência Artificial”. O estudo é desenvolvido na Universidade Federal do Tocantins, e trata-se de uma pesquisa aplicada e interdisciplinar entre as áreas de sistemas de informação, banco de dados, estatística, geografia, geoprocessamento e saúde pública aplicada na análise de dados sobre a hanseníase com a finalidade de reconhecer padrões, predizer cenários, extrair regras de associações e realizar inferências matemáticas e estatísticas, através da aplicação de algoritmos das áreas de mineração de dados e inteligência artificial. Os estudos estão sendo realizados através do cruzamento das análises dos dados a partir do critério de localidade e a data da identificação de ocorrências da doença, para permitir um mapeamento cronológico e regional para proporcionar uma visualização da distribuição geográfica dos casos.

A pesquisadora do PPSUS e também Diretora do Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen-TO), Jucimária Dantas Galvão, apresentou o projeto à representante do órgão fomentador do estudo sobre a “Efetividade da marcação combinada de p16 e Ki67 na referência de mulheres com citologia ASC-US ou LSIL para colposcopia” que propõe o rastreamento do câncer do colo do útero com o uso de exames adicionais, que podem identificar mulheres com maior probabilidade de desenvolver a doença. O trabalho também reforça a importância do autocuidado, do acompanhamento médico especializado e da realização periódica do exame preventivo, no sentido de favorecer o diagnóstico precoce e o tratamento de lesões precursoras, prevenindo a evolução ao câncer e evitando as mortes por esta doença, de mulheres entre 25 a 64 anos.

O processo de visitas técnicas e acompanhamento do financiamento das pesquisas do PPSUS desenvolvidas no Estado pelos nossos cientistas, tem sido fundamental para estabelecer articulações entre a produção de pesquisa e sua aplicabilidade “Desta forma temos acompanhado os estudos científicos, analisados os relatórios e ainda viabilizado a apresentação dos resultados das pesquisas por meio dos seminários. As visitas vêm ocorrendo no local de desenvolvimento da pesquisa a fim de verificar o andamento do cronograma dos projetos, a identificação do alcance dos objetivos propostos, e também para que possamos conhecer o ambiente e a equipe de trabalho do pesquisador”, explica a Assessora Técnica de Programas e Projetos de Saúde da Fapt, Adriana Arruda.

O que é PPSUS?

O Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) faz parte de uma ação estratégica do Ministério da Saúde, em que fomenta as pesquisas nos Estados através das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) visando a melhoria dos serviços de saúde pública. Os projetos dos pesquisadores são selecionados mediante participação em edital público onde são escolhidos por uma banca examinadora que aprova pesquisas com temas considerados relevantes para o sistema local de saúde a fim de financiá-los.

 

 

 

 

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