Seis custodiados da Unidade Penal de Tocantinópolis trabalham na pintura e reparos no Instituto de Identificação da Polícia Civil

O Reeduca Tocantins segue com a prestação de serviços de reformas e manutenções em órgãos públicos com trabalho de pessoas privadas de liberdade
por Márcia Rosa / Governo do Tocantins
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Os custodiados revitalizaram a pintura do Instituto de Identificação da Polícia Civil - Foto: Divulgação- Seciju

Por meio do Reeduca Tocantins, programa que possibilita trabalho como parte importante no processo de reinserção social a pessoas em privação de liberdade, seis custodiados da Unidade Penal de Tocantinópolis iniciaram no fim de maio reparos e pintura no Instituto de Identificação da Polícia Civil da cidade. Essa é mais uma parceria firmada por meio da Superintendência de Administração dos Sistemas Penitenciário e Prisional do Tocantins com instituições públicas e privadas para oferta de trabalho utilizando a mão de obra de custodiados assistidos pela Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju).

O coordenador da Política de Trabalho e Renda nas Unidades Penais, Dilson Rodrigues Noleto Júnior, reforça que o Reeduca Tocantins, além de tirar o preso da ociosidade, o qualifica para a vida em sociedade. “Os resultados que têm sido mostrados na unidade Penal de Tocantinópolis é fruto de esforços incansáveis de promover a ressocialização tendo o trabalho como papel fundamental e garantir que essa política chegue a todos os reeducandos é efetivar o que está previsto na Lei de Execução Penal no art. 36 sobre a utilização da mão obra carcerária que tem se mostrado muito promissora”, destacou. 

Mais trabalhos

A ação, executada por meio da Gerência de Reintegração Social, Trabalho e Renda do Preso e Egresso, iniciou em maio e vai se estender a outros órgãos do município, como o Instituto Médico Legal (IML).  De acordo com o chefe da Unidade Penal, Vinícius Lima, essa é mais uma ação que beneficia a todos. “O trabalho utilizando a mão de obra dos presos contribui com a sociedade e ainda proporciona remição da pena. Entendemos que esse projeto pode ganhar uma dimensão ainda maior e vemos todo esse processo como uma via de integração harmônica dessas pessoas à sociedade”.

Para o custodiado, D.A.M, de 50 anos, o trabalho traz benefícios como a redução dos dias de pena e também emocionais. “Além de remir a pena com o trabalho, mantemos a mente ocupada e mostramos para a sociedade que estamos tentando mudar”, falou.

Edição: Shara Rezende/ Governo do Tocantins

Revisão Textual: Shara Rezende/ Governo do Tocantins

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