Seciju promove palestra online com o tema “Trabalho Infantil: da escravidão à Pandemia da Covid-19”

A ação tem como objetivo sensibilizar a sociedade civil acerca das consequências causadas pela prática.
por Marcos Miranda/Governo do Tocantins
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O objetivo é sensibilizar a sociedade civil acerca das consequências causadas pela prática, além de fortalecer a Rede de proteção. - Foto: Naab Thalys - Divulgação Seciju/Governo do Tocantins

Nesta quinta-feira, 10, a Superintendência de Administração do Sistema de Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente, ligada à Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), irá transmitir, a partir das 9h, por meio da plataforma Google Meet, a palestra virtual “Trabalho Infantil: da escravidão à pandemia da Covid-19”. A ação, realizada em parceria com as gerências da Primeira Infância e da Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, tem como objetivo sensibilizar a sociedade acerca da temática.

O evento virtual antecede as ações alusivas ao Dia Nacional e Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. A ocasião é uma oportunidade para informar, debater e visibilizar o combate nas questões que envolvem a violação de direitos de crianças e adolescentes.

Para o Superintendente à frente da Política de proteção dos direitos da Criança e do Adolescente no Estado do Tocantins, Gilberto da Costa Silva, a palestra será mais uma parceria com um profissional que tem a sensibilidade voltada para as necessidades deste público, mesmo diante as dificuldades impostas pela Covid-19. “Estamos felizes com a participação de mais um palestrante conhecido nacionalmente, um jovem que milita na promoção e na defesa de crianças e adolescentes. O trabalho infantil é um tema sempre muito debatido e discutido, pois gera muita polêmica já que nem todos conseguem entender as consequências de uma criança trabalhando. O trabalho desde a infância acelera etapas e prejudica o desenvolvimento”, falou.

A gerente da Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Rejane Pereira Pinto, explicou que a ação é destinada ao sistema de Garantia de Direitos da Criança e Adolescente e que é de grande relevância a participação de todos para a ampliação do conhecimento e aperfeiçoamento das práticas de erradicação do trabalho infantil no Tocantins. “A palestra online tem o objetivo de trazer uma reflexão sobre o trabalho infantil e a importância de combater essa violação grave dos direitos de nossas crianças e adolescentes, pois sabemos que isso os priva de uma infância normal prejudicando a aprendizagem da criança, por vezes tirando o seu direito de ir à escola”, reforçou. 

Já a gerente da Primeira Infância, Andréia Seles, fez uma ressalva sobre a gravidade do trabalho infantil para crianças na primeira infância, ou seja, de zero aos seis anos idade. “É um período crucial no qual ocorre o desenvolvimento físico, psicológico e socioemocional dessa criança. A visão de que a criança é objeto de intervenção do adulto reforça a ideia cultural de que o trabalho infantil não prejudica o desenvolvimento da criança. Por se tratar de um problema enraizado na sociedade, a Rede de proteção e toda a sociedade devem trabalhar incansavelmente na erradicação do trabalho infantil sempre na perspectiva da garantia de direitos de crianças e adolescentes”, afirmou.

O link para acessar o evento será disponibilizado um dia antes para os integrantes da Rede de proteção que atua à frente da Política de Atendimento à Criança e ao Adolescente no estado do Tocantins. 

Palestrante

Felipe Caetano, expositor na palestra virtual, é ativista social, estudante de Direito na Universidade Federal do Ceará, conselheiro jovem do Unicef Brasil e co-fundador do Comitê Nacional de Adolescentes pela Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Conapeti), que é um coletivo formado por adolescentes eleitos para representar os brasileiros dessa faixa etária nas discussões e na luta contra o trabalho infantil no país.

“Dar visibilidade é justamente querer tirar a venda da sociedade e mostrar para todos que não conseguem compreender que o trabalho infantil é uma violação de direitos e é prejudicial à saúde da criança e do adolescente”, concluiu o palestrante. 

Edição: Maria Gabriela/Governo do Tocantins

Revisão Textual: Maria Gabriela/Governo do Tocantins

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