CGE Tocantins regulamenta Processo Administrativo de Fornecedores

Medida visa a apuração de responsabilidade de entes privados pela prática de infrações ou atos lesivos contra a administração pública
por Gabriela Glória/Governo do Tocantins
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Através da portaria a Controladoria terá mais segurança jurídica para executar as compras públicas e contratações de serviços. - Foto: Aldemar Ribeiro/Governo do Tocantins

A Controladoria-Geral do Estado (CGE-TO) instituiu o Processo Administrativo de Fornecedores (PAF), no âmbito da Controladoria, em caso de cometimento de infrações e atos lesivos por entes privados em contratações públicas. A norma servirá para regulamentar a aplicação das sanções previstas nas leis federais nos- 14133/2021; 8.666/1993 e 10.520/2002, que tratam de licitações e contratos (as duas primeiras) e pregão público. A medida foi publicada na edição nº 5879 do Diário Oficial dessa segunda-feira, 05, através da Portaria CGE-TO nº 111/2021. 

“Com essa regulamentação, objetivamos delegar à Corregedoria a competência de aplicar as penalidades previstas nas legislações federais, no que se refere aos contratos e licitações com a administração pública. Dessa forma, será possível instituir o rito processual para apurar a responsabilidade de fornecedores decorrente de atos lesivos em desfavor da Controladoria”, explica a corregedora-geral do Estado, Simone Pereira Brito.

A apuração de responsabilidade de entes privados pela prática de infração administrativa será realizada mediante Processo Administrativo de Fornecedores – PAF, observando-se todas as fases do rito processual. Ficando comprovada a infração ou ato lesivo, a empresa ficará sujeita às seguintes sanções:  advertência; multa; impedimento ou declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública.

A normativa é mais um instrumento de controle dos gastos públicos. “Através da portaria a Controladoria terá mais segurança jurídica para executar as compras públicas e contratações de serviços. Com isso, é possível evitar maiores danos ao erário público, promovendo a eficiência da aplicação dos recursos públicos”, comenta a corregedora.

Edição: CGE

Revisão Textual: CGE

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