Programa Estadual de Vigilância em Febre Aftosa

A Febre Aftosa é uma virose contagiosa altamente transmissível, aguda e febril, seguida do aparecimento de aftas na mucosa bucal, úbere e espaço interdigital.


Atinge animais de cascos fendidos (biungulados), afetando os bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e suínos. É causada por um vírus da família Picornaviridae (“pico” significa “pequeno”), que tem sete sorotipos diferentes, a Febre Aftosa já causou milhares de prejuízos à economia mundial.


Constitui-se na doença de maior importância dentro do segmento agropecuário, sendo considerada uma das maiores preocupações dos governos e pecuaristas, pelos prejuízos econômicos que causa mundialmente, pela interferência na produção e produtividade do rebanho afetado, investimentos e gastos para a implementação de programas de saúde animal e o embargo e restrições de importação e exportação do comercio nacional e internacional.


É uma doença cosmopolita, de caráter endêmico, que exige medidas preventivas e programas de profilaxia altamente dispendiosos, que nem sempre são eficazes, dado ao grande potencial de disseminação, sendo, portanto, uma DOENÇA DE NOTIFICAÇÃO OBRIGATÓRIA.


A classificação da OIE mundialmente com relação a Febre Aftosa obedece a seguinte escala:


Nível 1: São os países livres de Febre Aftosa sem vacinação;
Nível 2: São os países com zonas livre de Febre Aftosa sem vacinação;
Nível 3: São os países com zonas livres de Febre Aftosa com vacinação;
Nível 4: São os países livres de Febre Aftosa com vacinação.

             
Hoje o Tocantins é classificado como um Estado livre com vacinação e faz parte do bloco IV do Plano Estratégico de Febre Aftosa que prevê a retirada da vacinação em 2022. Sem  ocorrência

de um foco de Febre Aftosa desde 1997. O último foco ocorreu na cidade de Divinópolis, região central do Estado.

Quais são os prejuízos econômicos para o produtor?


O principal efeito da febre aftosa é comercial. A doença afeta enormemente o comércio interno e externo de animais e seus produtos. Devido ao alto poder de difusão do vírus e aos impactos
econômicos provocados pela doença, os países estabelecem fortes barreiras à entrada de animais susceptíveis e seus produtos, oriundos de regiões com ocorrência da febre aftosa. Tais barreiras têm efeitos negativos sobre a pecuária com graves consequências socioeconômicas.


Além disso, a ocorrência da doença tem também efeitos diretos sobre o bem estar animal, na produção e produtividade dos rebanhos e é uma ameaça à segurança alimentar de pequenos produtores.


PEEFA
O Programa Estadual de Vigilância em Febre Aftosa objetiva a prevenção da doença e manutenção da condição de ausência de atividade viral do vírus da Febre aftosa no estado do Tocantins.
O PEEFA está subordinado ao PNEFA - Programa Nacional de Vigilância em Febre Aftosa, que coordena as atividades do Programa em âmbito nacional.


Atividades para Manutenção de Área Livre para Febre Aftosa
* Atendimento a notificações de suspeitas de síndromes vesiculares em todo o Estado do Tocantins.
* Cadastramento e atualização de cadastro de propriedades rurais, estabelecimentos de abate, distribuidores e revendedores de produtos e insumos veterinários, estabelecimentos de vendas de animais, promotores de eventos de concentração animal.
* Controle e fiscalização da distribuição e aplicação da vacina contra Febre Aftosa;
* Controle e fiscalização de revendas de produtos biológicos e quimioterápicos;

* Controle e fiscalização de aglomerações (leilões, feiras, exposições e etc.);
* Controle de Trânsito e Fiscalização de Animais, Produtos, Subprodutos e Derivados
* Monitoramentos sorológicos da situação imune e de atividade viral no Estado
* Educação Sanitária para produtores, trabalhadores rurais e população em geral
* Inventário da população de animais de peculiar interesse do Estado suscetível à febre aftosa.
* Fazendo-se necessário, interdição de áreas, propriedades ou estabelecimentos, públicos ou privados e sacrifício ou abatesanitário de animais.
* Análises epidemiológicas para mitigar o risco de reintrodução e de disseminação do vírus da febre aftosa no Tocantins.


Vacinação
O calendário oficial de vacinação do estado do Tocantins inclui duas etapas: uma em maio (em todo o rebanho) e outra em novembro (apenas nos animais até 24 meses de idade). Entre estas duas etapas é feita uma vacinação estratégica na Ilha do Bananal (agosto e setembro), em razão de suas condições climáticas que não permitem a realização das duas vacinações regulares nos meses de maio e novembro (época de chuva). A vacinação, chamada Agulha Oficial, é realizada em conjunto com as entidades de Defesa Agropecuária dos estados do Mato Grosso e Goiás, que vacinam todo o rebanho da Ilha.


Após a vacinação, o produtor rural deve a cada campanha comprovar a imunização dos animais através da apresentação da Carta Aviso e da Nota Fiscal das vacinas no escritório local da
Adapec, no município em que faz sua movimentação de ficha de cadastro.


Além da vacinação regular obrigatória, em casos específicos, são realizadas vacinações acompanhadas, fiscalizadas ou oficiais. Estas ações têm como função garantir que se alcance sempre a taxa máxima de vacinação do rebanho tocantinense.

A Vacina
A vacina contra Febre Aftosa requer cuidados no transporte, armazenagem e utilização. Os principais cuidados a se ter, tanto em relação à vacina em si quanto ao manejo dos animais para uma vacinação eficaz, são:


* Armazenar sempre a vacina entre 2 e 8°C, para conservar sua capacidade de induzir a imunidade.
* Ao levar a vacina para o curral, ter cuidado com a quantidade de gelo na caixa térmica (3/4 de gelo para 1/4 de vacina) para que se mantenha a vacina resfriada. * * Lembrando sempre de mantê-la ao abrigo do sol.
* Quando a pistola de vacinação não estiver em uso, conservá-la dentro da caixa térmica com gelo, para não permitir que a vacina esquente.
* Usar agulhas novas e desinfetadas, para evitar abcessos nos animais. Recomenda-se o tamanho 20X18.
* Aplicar a vacina na tábua do pescoço do animal, certificando-se que a vacina foi aplicada via intramuscular, para prevenir-se refluxo.
* A dose é de 2ml, independentemente da idade do animal a ser vacinado.
* Antes de começar a usar a pistola de vacinação, certificar-se de retirar o ar que possa ter entrado no enchimento.
* Os melhores horários para vacinar o gado são no início da manhã e ao fim da tarde, nos horários menos quentes do dia.

Informações sobre a Febre Aftosa no Brasil e no Mundo

Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa-PNEFA

Organização Mundial de Saúde Animal - OIE

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