Representantes das forças de segurança, da comunidade e de outras instituições realizaram nesta quinta-feira, 11, a 6ª e última reunião ordinária do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conesp) de 2025. A primeira parte da reunião foi presidida pelo secretário executivo do Conesp, delegado Ricardo Real e a segunda pelo presidente do conselho e secretário de Segurança Pública, Bruno Azevedo.
A reunião foi no Centro Integrado de Comando e Controle (CICCE), na região central de Palmas. Os dois principais temas foram a violência no trânsito e nas comunidades indígenas.
A respeito das mortes causadas em acidentes nas ruas, o destaque foi a apresentação dos dados do projeto Vida no Trânsito. A exposição foi feita pelo representante da Agência de Trânsito, Transporte e Mobilidade de Palmas, Zuilton Ferreira Chagas, que apresentou a evolução das estatísticas nos últimos 10 anos e os estudos que indicam os principais tipos de acidente e onde eles são mais frequentes.
Os conselheiros concordaram em utilizar a base de dados para propor intervenções em pontos considerados críticos. Os dados mais recentes apontam que a Avenida Teotônio Segurado, no trecho entre a entrada do aeroporto e o Jardim Taquari e a rodovia BR-010 como os principais focos de atenção.
Já sobre a situação das comunidades indígenas, a apresentação do diagnóstico atual foi feita pelas defensoras públicas estaduais Letícia Amorim e Franciana Di Fátima Cardoso. As duas discorreram sobre os principais desafios do atendimento aos povos originários, em razão da falta de infraestrutura, longas distâncias e condições geográficas, principalmente na região da Ilha do Bananal.
Ainda na apresentação, as defensoras apontaram fatores culturais, linguísticos e financeiros que dificultam o atendimento nas comunidades. Elas também levantaram a possibilidade de renovação de um termo de cooperação entre diferentes instituições com o objetivo de facilitar os registros de ocorrências e solicitaram medidas para promover o letramento de agentes de segurança sobre as melhores práticas ao ouvir as vítimas e os autores de crimes.
Por questões regimentais, as deliberações sobre as propostas apresentadas serão feitas na primeira reunião de 2026. A previsão é de que o encontro seja realizado no mês de fevereiro.
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