Além de propor agenda nacional de operações Cristiano Sampaio, sugeriu trabalho integrado entre forças de segurança de todo país
O secretário da Segurança Pública do Tocantins, Cristiano Sampaio, cumpre agenda nesta quarta-feira, 30, em Brasília (DF), como presidente do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp). Nesta manhã, o gestor participou da 5ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, ocasião em que foi aprovada recomendação de realização de operações conjuntas anuais coordenadas pela Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Seopi/MJSP) para combater crimes contra grupos vulneráveis.
Além de discutirem uma extensa pauta, que entre outros assuntos tratou sobre reforma administrativa, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD Penal), aprimoramento do compartilhamento e integração de informações, integração das polícias nos estados e melhoria da segurança pública em estados e municípios, o presidente do Consesp, Cristiano Sampaio, aproveitou a oportunidade para sugerir um calendário nacional de operações.
“É necessário que para além do trabalho que já é feito normalmente nos estados, haja esse papel de coordenação do governo federal, uma vez que, as ações passam a se integrar de forma macro em situações que acontecem em todo país. Se não tivermos a indução do processo com a visão de um todo de forma sistêmica, teremos um conjunto isolado de ações nos estados. Para que possamos ter um enfrentamento da criminalidade em todo país é necessário que as forças de segurança atuem de forma integrada”, esclareceu.
Crimes contra vulneráveis
A proposta foi apresentada pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos que auxiliará as operações com o encaminhamento de denúncias de violações de direitos humanos registradas em seus canais de atendimento, como o Disque 100 e o Ligue 180. e consolida o trabalho que já é realizado pela Seopi em conjunto com as Secretarias de Segurança Pública dos Estados e Distrito Federal, por meio das Polícias Civis e Militares.
“Esse trabalho já está em prática no âmbito do Ministério e é fundamental que tenhamos essa consolidação para que, independentemente da gestão que esteja à frente da Pasta, essas operações continuem para combater crimes de violência doméstica, violência contra idosos, crianças e adolescentes”, afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.
Fomentadas nos últimos anos, as operações integradas têm alcançado resultados significativos para o combate aos crimes contra vulneráveis. Um exemplo é a Operação Vetus que apurou, em 2020, mais de 13 mil denúncias de violência contra idosos e resultou na prisão de mais de 560 agressores em todo o país. A Operação Resguardo apurou, em 2021, mais de 51 mil denúncias de violência contra a mulher e prendeu mais de 10 mil pessoas. Já a última edição da Operação Luz na Infância, em maio, prendeu 90 pessoas em flagrante por abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na internet.
Com informações Comunicação MJSP
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