Reprodução simulada de crime de grande repercussão conta com participação de acadêmicos do curso de Direito da Unitins de Augustinópolis

Simulação retratou dinâmica de crime de homicídio que vitimou policial militar
por Rogério Oliveira/Governo do Tocantins
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Ao todo, entre alunos, professores e demais servidores da Universidade, 32 pessoas participaram da reprodução simulada - Foto: Divulgação PCTO file_download

Estreitar os laços com a comunidade acadêmica, aproximar ainda mais a Polícia Civil do cidadão e propiciar um momento de prática real, a dezenas de acadêmicos do curso de Direito da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), campus de Augustinópolis. Essas foram algumas das razões que motivaram a Polícia Civil do Tocantins (PC-TO), por intermédio da 12ª Delegacia de Augustinópolis, a convidar os discentes para participarem da reprodução simulada de um crime de homicídio, ocorrido no último mês de abril, na cidade.

O episódio teve grande repercussão, pois vitimou dois policiais militares do Pará, sendo que um deles veio a óbito, após ser atingido por diversos disparos de arma de fogo, efetuados por um policial penal também do Estado do Pará. Na esteira dos acontecimentos, a Polícia Civil imediatamente instaurou inquérito no sentido de esclarecer toda a dinâmica dos fatos.

 As investigações apontaram que o policial penal, preso em flagrante logo após os fatos, foi o autor dos disparos contra os dois policiais após um suposto desentendimento fútil entre um parente do autor e os dois PMs. Além dos policiais, outras três pessoas foram feridas pelos disparos realizados pelo policial penal. “Muito embora os elementos de convicção em relação à autoria e materialidade dos crimes fosse mais que suficientes para formação da culpa, a Polícia Judiciária Civil, a pedido do Ministério Público Estadual, realizou a reprodução simulada, sobretudo para garantir ao Tribunal do Júri, a necessária compreensão da dinâmica dos fatos em toda a sua extensão”, explica o delegado Jacson Wutke, titular da 12ª DP.

Participação dos acadêmicos

Com a definição pela reprodução simulada dos fatos, o delegado Jacson Wutke convidou os acadêmicos do Núcleo de Prática Jurídica da Unitins a participarem do ato de forma a aumentarem os seus conhecimentos sobre o trabalho policial e pericial desenvolvido pela Polícia Civil. Ao todo, entre alunos, professores e demais servidores da Universidade, 32 pessoas participaram da reprodução simulada, que durou quatro horas, e foi encenada no mesmo local onde se deram os fatos.

Ao final do ato, os acadêmicos expressaram muita satisfação e alegria em poder vivenciar na prática um dos trabalhos que a Polícia Civil do Tocantins desenvolve rotineiramente. Para eles, a experiência adquirida durante a participação na reprodução simulada servirá como base em suas futuras carreiras, uma vez que muitos têm por objetivo se tornarem integrantes das carreiras jurídicas.

O delegado Jacson Wutke expressou seu contentamento em poder integrar os futuros bacharéis em Direito à vivência prática da investigação criminal. "A prática penal, ora vivenciada com a reprodução simulada realizada pela Polícia Judiciária Civil, complementa o aprendizado obtido em sala de aula. É assim que garantimos uma formação acadêmica efetiva, plena e completa. Essa participação, viabilizada pelo pronto atendimento do convite feito pela coordenadora do Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ), Dra. Maira Regina de Carvalho Alexandre, só vem a reforçar o comprometimento da instituição de ensino com a formação de operadores do Direito mais preparados, conscientes e corresponsáveis pela distribuição da justiça.”

Revisão Textual: Vania Machado

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