Quatro pessoas são condenadas a penas que ultrapassam 50 anos de prisão após investigação da Polícia Civil sobre crime de homicídio ocorrido em Miracema

Vítima foi atraída para uma emboscada e morta a tiros.
por Rogério de Oliveira/Governo do Tocantins
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Crime foi investigado pela 67ª DP de Miracema - Foto: DICOM SSP TO file_download

Em julgamento realizado pelo Poder Judiciário da Comarca de Miracema do Tocantins, e que foi encerrado na madrugada desta sexta-feira, 12, o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, condenou quatro pessoas a penas que somadas ultrapassam 54 anos de prisão. 

As condenações são embasadas em investigações realizadas pela Polícia Civil do Tocantins, por meio da 67ª Delegacia e são referentes ao homicídio qualificado que vitimou Alan Rodrigues Barros, que na época dos fatos, em 16 de novembro de 2023, tinha 27 anos de idade. 

Os jurados do Conselho de sentença acolheram plenamente a denúncia formulada pelo Ministério Público e baseada nas investigações da Polícia Civil a fim de condenar,  a mulher, de iniciais M.F.P., então namorada da vítima a 13 anos e quatro meses de prisão, os homens de iniciais A.R.R., a 14 anos, L.V.A.M., a 11 anos e oito meses, e C.A.A.C., a 16 anos de reclusão. 

O delegado Heliomar dos Santos Silva, responsável pelo caso e presidente do inquérito, destaca que as investigações apontaram que o crime foi motivado por um desentendimento relacionado a um prêmio de R$ 10 mil reais que a vítima tinha ganho em um jogo online. “Ocorre que, impossibilitado de utilizar sua própria conta bancária, Alan Rodrigues depositou o montante na conta de sua namorada, M.F.P., que por sua vez, passou a gastar a quantia. Pressionada a devolver o dinheiro, ela teria arquitetado a morte do namorado e chamou três comparsas para participar do crime”, disse. 

 Na noite do homicídio, a vítima saiu de sua residência, no setor Flamboyant, dizendo ao pai que iria entregar um cartão de memória para sua namorada Minutos depois, o pai ouviu sons parecidos com tiros e foi em busca do filho, o encontrando minutos depois já sem vida. 

As investigações da PCTO apontaram ainda que a mulher atraiu a vítima para uma área próxima com árvores e um poste onde os autores estavam escondidos. Ao chegar ao local, o homem viu apenas a mulher, momento em que os autores apareceram e dispararam várias vezes contra ele. 

Com a intensificação das investigações, todos foram devidamente identificados e o inquérito concluído ainda no ano de 2023, e remetido ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que acolheu a denúncia e sua totalização e, após os atos processuais, marcou os julgamentos dos acusados.

Desse modo, na madrugada de hoje, as sentenças foram proferidas. Os réus que já estavam presos, continuaram e agora já aptos a cumprir as sentenças pelas quais foram condenados. 

O delegado Heliomar Santos destaca que a sentença reforça e consolida as investigações realizadas pela equipe da 67ª DP. Além disso, as penas representam o reconhecimento de que a PCTO, mais uma vez, atuou de forma técnica, eficiente e desvendou com riqueza de detalhes os detalhes do crime, individualizando a conduta e o papel que cada condenado teve no crime que teve ampla repercussão na cidade de Miracema. 
 

“Recebemos essa condenação de forma serena e tranquila. As sentenças aplicadas ao caso concreto demonstram a seriedade com que a Polícia Civil do Tocantins conduz sua investigação sempre buscando a verdade dos fatos. Além disso, as condenações são uma uma resposta satisfatória a toda a sociedade de Mirema que confia e acredita no trabalho da PCTO”, pontuou.  

A autoridade policial também fez questão de ressaltar a parceria da PCTO com o Ministério Público, que fez a denúncia dos quatro acusados e atuou firmemente na acusação para que os quatro indivíduos fossem devidamente responsabilizados pelos crimes que cometeram na forma da lei. “Após a conclusão das investigações, o inquérito foi enviado ao Ministério Público que deu celeridade ao ato  e, após atuação técnica em plenário, requereu a condenação dos quatro acusados, nos termos da denúncia, tese que foi acatada pelo corpo de jurados”, disse. 





 

 




 

Edição: João Guilherme Lobasz

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