Operação Catarse encaminha ao MPE inquérito policial sobre acumulação ilegal de cargos públicos por servidor durante 25 anos

Investigação da DEIC Norte, em Araguaína, apurou incompatibilidade de cargas horárias de trabalho do servidor na administração municipal e estadual desde 1994
por Cláudia Santos / Governo do Tocantins
-
Operação Catarse encaminha ao MPE inquérito policial sobre acumulação ilegal de cargos públicos por servidor durante 25 anos
- Foto: Dennis Tavares - SSP/TO file_download

A Polícia Civil, através da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (DEIC), Núcleo de Araguaína, encaminhou para o Ministério Público Estadual (MPE), nesta quarta-feira, mais um inquérito policial investigando crimes de peculato contra a administração pública estadual. A ação integra a Operação Catarse e apura o possível acumulo ilegal de dois cargos públicos por servidor público no Tocantins durante o período de 25 anos. 

Segundo o delegado responsável pelo caso, Bruno Boaventura Mota, M.W.E., alvo da investigação, estaria acumulando cargos na Prefeitura Municipal de Araguaína e no Governo do Estado do Tocantins, desde 1994. Conforme ainda o delegado, as duas cargas horárias seriam incompatíveis, pois, em apenas um dos cargos, ele deveria trabalhar 200h mensais.

Além disso, o suspeito “foi cedido pelo Estado ao Município de Araguaína e permaneceu acumulando os dois cargos nessa cidade até o ano de 2015, quando então o Secretário de Saúde Municipal decidiu devolvê-lo à administração estadual”, afirmou o delegado Mota. As investigações concluíram que o suspeito teria passado a ser lotado em vários órgãos estaduais, mesmo sendo servidor efetivo do Município de Araguaína.

keyboard_arrow_up