O segundo cadáver identificado após iniciar a busca no programa Idforense foi o de Gercina Batista da Silva, de 36 anos, que se encontrava desaparecida desde o dia 03 de outubro de 2020. Com o programa foi verificado que uma ossada que foi encontrada em no dia 04 de agosto de 2021 possuía as mesmas características biotipológicas da mulher desaparecida (sexo, idade, ancestralidade e estatura).
A ossada foi encontrada em uma fazenda no setor próximo ao Morada do Sol IV, área rural. No trabalho de confronto de dados por meio do Idforense, foi vislumbrado a possibilidade da ossada ser a suposta Gercina Batista da Silva, direcionando portanto a investigação. O prontuário odontológico para exame comparativo com a arcada dentária da ossada foi disponibilizado pela Unidade de Saúde e fotos fornecidas pela família.
Segundo a Superintendente da Polícia Científica Dunya Wieczorek Spricigo, a aplicação web agilizou a identificação desse cadáver que já se encontrava esqueletizado. "Esperamos que com o aperfeiçoamento contínuo do programa, as respostas a essa demanda da sociedade sejam respondidas com maior celeridade. Inclusive já estamos buscando novas parcerias para incrementar o programa de busca", destacou.
Para facilitar esse procedimento, o Diretor do IML, Luciano Fleury, explica que é importante a atualização e preenchimento completo do prontuário de saúde do paciente. “Os profissionais de Saúde precisam nos auxiliar nesse processo mantendo completo o prontuário do paciente nos consultórios, já que muitas vezes a análise antropológica e da arcada dentária é o único material passível de análise imediata e os registros contribuem para a rápida solução do caso”, explicou.
O perito odontolegista, Anderson Fernando Vieira e equipe realizaram o exame comparativo entre as informações contidas na ficha de atendimento clínico com o exame do crânio e arcada dentária realizado na ossada encontrada e após essa análise foi possível positivar a identificação.
Id Forense
A ferramenta tecnológica Idforense desenvolvida no IML do Tocantins, projeto coordenado pela Perita Oficial Odontolegista Georgiana Ferreira Ramos restringiu o universo de suposições direcionando as investigações de pessoas desaparecidas. Segundo a perita oficial idealizadora do projeto, “Um sonho realizado! Muito bom colher os frutos desse trabalho que vem sendo desenvolvido há dois anos. Essa aplicação web está contribuindo para a identificação de pessoas desaparecidas", destacou.
Os dados antropológicos e forenses colhidos por peritos durante as análises cadavéricas de pessoas não identificadas, são inseridos no programa e com as informações são gerados marcadores característicos para cada indivíduo o que facilitara a resposta durante a busca de desaparecidos por familiares
Edição: Geórgia Milhomem
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