Escuta especializada, depoimento especial e violência institucional são temas de workshop promovido pela Espol para policiais civis

O evento teve o objetivo de discutir práticas e procedimentos à luz da instrução normativa nº 007/20
por Laiane Vilanova/ Governo do Tocantins
-
Workshop promovido pela Espol discute práticas para atendimento de vítimas de violência no âmbito da polícia civil.jpeg file_download

Cerca de 40 policiais civis estiveram reunidos, de maneira online, na manhã desta terça-feira, 29, para participar do workshop “Café com Segurança” sobre escuta especializada, depoimento especial e violência institucional de grupos vulneráveis, promovido pela Escola Superior de Polícia (Espol). O evento teve o objetivo de discutir práticas e procedimentos à luz da instrução normativa nº 007/20 que estabelece protocolos de atendimento às vítimas e testemunhas de violência.

O secretário da Segurança Pública, Wlademir Costa, participou da abertura do workshop e destacou que o objetivo do encontro é melhorar a prestação do serviço de escuta para a população. “O que esperamos é que a medida que a vítima chegue para atendimento na delegacia, ela não seja vitimada novamente por um atendimento ruim. E enquanto promotores de segurança é um dever nosso estarmos aprimorando nosso conhecimento e humanizando nosso atendimento para prestarmos um melhor serviço a população”, destacou.

A mediação foi realizada pela Diretora de Polícia do Interior, a delegada Ana Carolina Braga, que destacou também a importância de estabelecer protocolos e procedimentos para os atendimentos às vítimas de violência e às testemunhas. “Comparado a outros Estados, o Tocantins tem um número significativo de delegacias para atendimentos de crianças e adolescentes, e abordar esse assunto é de extrema importância para a boa atuação da Polícia Civil”, ressaltou.

A assistente social e supervisora de ensino da Espol, Adriana Magna Ramalho, abriu o workshop falando da importância de acolher as vítimas de violência. "A escuta especializada é uma garantidora de que crianças, adolescentes, idosos, mulheres e pessoas com deficiência mental serão acolhidas, seja pelas delegacias, Institutos de Medicina Legal, ou outro órgão da Polícia Civil. Quando falamos em acolhimento até a forma de falar com a vítima deve ser observada, generosa e profissional”, destacou.

 

Atuação

Na oportunidade, o delegado José Lucas Melo da Silva, titular da 6ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Vulneráveis - DEAMV de Paraíso do Tocantins, e a delegada Lucélia Maria de Marques Bento, titular Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente de Palmas, compartilharam um pouco de sua experiência à frente dessas delegacias.

Para o delegado José Lucas entender a escuta especializada como um dever de toda a polícia civil, é um dos desafios a serem superados. “O primeiro desafio é entender que a escuta especializada é de responsabilidade de toda a instituição e não somente das delegacias especializadas. E entender também que tratar bem e acolher não é algo que esteja relacionado ao perfil do agente, como alguns pensam, mas que faz parte do nosso dever como promotores da segurança pública”, destacou.

Outro desafio, apontado pela delegada Lucélia Marques, é o avanço para que os depoimentos especiais sejam realizados também nas delegacias. “Quando não conseguimos escutar essa vítima em momento de flagrante, por exemplo, podemos perder algo que seja importante e possa constar como prova para esse processo e isso também passa pela capacitação dos policiais para que possam realizar esse tipo de atendimento”, ressaltou a delegada Lucélia Marques.

 

Café com Segurança

O evento que acontece a cada dois meses e recebe o nome Café com Segurança, já contou com duas edições, que aconteceram de maneira presencial, em que foram abordados os temas: Crimes Cibernéticos e Protagonismo Feminino no Sistema de Justiça e Segurança Pública.



 

Edição: Vania Machado

Revisão Textual: Vania Machado

keyboard_arrow_up