Delegado da Polícia Civil do Tocantins apresenta pesquisa sobre violência urbana e juventude para conclusão de curso de Filosofia

Trabalho analisa, sob uma perspectiva filosófica, os impactos da violência entre jovens envolvidos com o crime organizado
por Dicom SSP/Governo do Tocantins
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Estudo investiga a violência letal entre jovens envolvidos em facções criminosas na capital tocantinense - Foto: Divulgação file_download

O delegado-chefe da 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC Palmas), Wanderson Chaves de Queiroz, apresentou nesta terça-feira, 8, o trabalho de conclusão do curso de licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). A pesquisa, intitulada "Corpos Caídos: Um olhar filosófico sobre os assassinatos de jovens, na cidade de Palmas, no ano de 2023", foi aprovada com nota máxima pela banca avaliadora.

O estudo investiga a violência letal entre jovens envolvidos em facções criminosas na capital tocantinense, especificamente no ano de 2023, período marcado por conflitos que foram controlados por meio da atuação da Polícia Civil do Tocantins.

A pesquisa buscou compreender as causas da extrema violência entre jovens de mesma origem, faixa etária e condição social, que, ao integrarem organizações criminosas, acabam cometendo atos como tortura e homicídio.

O trabalho, dividido em cinco partes, aborda a violência urbana sob uma perspectiva filosófica, discute o significado da morte em meio aos eventos trágicos de Palmas e analisa os impactos das mortes violentas nas comunidades, evidenciando os traumas que atingem toda a coletividade. A pesquisa foi elogiada pela banca examinadora, composta por docentes do curso de Filosofia da UFT, que destaca sua relevância social e contribuição ao pensar filosoficamente problemas contemporâneos.

Para o delegado Wanderson Chaves de Queiroz, o estudo reafirma a importância da formação intelectual de profissionais da segurança pública. "A qualificação dos servidores fortalece a tomada de decisões, promove uma abordagem mais empática e humanizada e amplia o uso de tecnologias de investigação e atendimento, fortalecendo a confiança da sociedade nas forças policiais", afirma.
 

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