Um acordo firmado no final da manhã desta terça-feira, 26, entre o Tocantins e o Piauí vai permitir o escoamento da produção agrícola da Chapada das Mangabeiras, safra 2005, sem transtornos para os produtores. O pacto feito pelo governador Marcelo Miranda e os secretários do Piauí da Fazenda, Antônio Neto, e do Governo, Cleber Eulálio, pôs fim no clima de conflito que se instalou na área de divisa dos dois Estados desde o último sábado, dia 23, quando policiais do Piauí tentavam impedir o trabalho dos fiscais da receita do Tocantins de exigir a Nota Fiscal da carga de soja que estava sendo transportada do local. A tensão se agravou quando policiais do Tocantins foram enviados para garantir a segurança dos fiscais.Com o acordo, os dois Estados retiram suas tropas da área, o Piauí recolherá o ICMS da produção dos agricultores que fazem parte da associação dos produtores de soja da região, e o Tocantins vai recolher o imposto dos demais produtores, disse o secretário da Fazenda do Tocantins, Dorival Roriz Guedes Coelho. O ICMS gerado pela produção da Chapada das Mangabeiras hoje está estimado em R$ 15 milhões, dois quais R$ 2 milhões são recolhidos pela associação.O acordo agradou os dois Estados. Segundo o secretário da Fazenda do Piauí, Antônio Neto, a trégua é boa para os dois lados. Um clima de conflito não interessa a ninguém, nem aos Estados e nem aos produtores que precisam colher e transportar a soja num tempo certo, observou.O secretário Dorival Roriz acrescentou que os dois Estados vão intensificar as gestões junto ao Governo Federal para que a demarcação da terra, determinada pela Justiça desde o ano passado, seja feita o quanto antes. Essa demarcação quem vai fazer é o Exército. Já depositamos a verba com a qual o Tocantins deve arcar para esse trabalho e também já tivemos notícia que o Governo de Goiás, responsável pela outra parte dos custos, faria o depósito ainda hoje, esclareceu o secretário.
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