Dando continuidade às rodadas de negociações para a implantação do Ceasa Tocantins, o secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Sahium, se reuniu na tarde desta terça-feira, 26, com representantes de supermercados, fornecedores e instituições como Faet Federação da Agricultura do Tocantins, Senat Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte e UFT Universidade Federal do Tocantins. Na pauta, os principais apontamentos que essas categorias têm a dizer no sentido de contribuir com a implantação do Ceasa Central de Abastecimento no Tocantins.Roberto Sahium reforçou mais uma vez que o apoio de toda a cadeia produtiva é imprescindível para o processo de implantação da Central. Segundo ele, o Governo do Tocantins tem pressa e a meta do governador Marcelo Miranda é de que o prédio físico esteja pronto ainda este ano. O presidente da Associação Tocantinense de Supermercados, José Antônio de Deus, disse que os supermercadistas têm interesse em colaborar nas discussões do Ceasa. Ele afirmou que 90% dos hortifrutigranjeiros que entram no Estado vêm Minas Gerais e São Paulo, do total, 40% são de Goiás. O representante informou que no Tocantins existem mais mil supermercados, e que essas mercadorias somam aproximadamente três milhões de toneladas. O Ceasa do Tocantins já é uma necessidade para o desenvolvimento econômico do Estado e do setor produtivo, frisou. A diretora da rede de supermercados Caçulinha, Ilza Adriano, argumentou a urgente criação do Ceasa e se prontificou a ajudar na implantação no que for necessário. Segundo ela, essa idéia que germina é excelente, mas existem vários processos até que cheguemos a um denominador comum. Produção para abastecer os supermercados é um deles. Ilza Adriano acredita que o Ceasa mudará o rumo da economia do Tocantins, além disso, os empresários do setor deixarão de ser reféns de outros estados, pois, de acordo com ela, os fornecedores das centrais sabem da demanda existe na Capital e aproveitam para cobrar altos preços nos produtos. A sua empresa, por exemplo, compra 800 toneladas de alimentos ao mês em Goiás e São Paulo, com a Central, a empresária acredita que metade da mercadoria poderá ser adquirida aqui. ImpostosOs empresários se comprometeram em ajudar na criação do Ceasa, inclusive comprando os produtos dos agricultores locais, respondendo os questionários e até colocando suas empresas à disposição para pesquisas empíricas. Por outro lado, eles pediram apoio ao secretário Roberto Sahium no sentido de rever os impostos do ICMS das verduras, além de algumas questões tributárias. A atuação dos fiscais das barreiras também teve destaque no encontro. Para os empresários, o ritmo de 72 horas dos profissionais deve ser revisto. Todas essas observações serão levadas adiante e com certeza o governador Marcelo Miranda não medirá esforços para que cheguemos num ponto em que todos sejam beneficiados, argumentou Sahium. Nova etapaO professor da UFT, Waldecy Rodrigues, coordenador dos estudos de implantação do Ceasa Tocantins, informou que a nova etapa consiste num estudo de estimativa de oferta e demanda. A partir da tabulação desses dados haverá outra reunião para definir o tamanho e a localização do Ceasa. Com esses levantamentos em mãos serão feitos o projeto de construção, o modelo e a definição do aluguel por metro quadrado. O professor estima que, nos próximos 20 dias, esses estudos vão estar concluídos. RecursosComo o Governo do Tocantins já disponibilizou recursos para a construção do prédio físico,estima-se que no final desse ano o Ceasa já esteja concluído. Paralelamente ao estudo da UFT vários parceiros como Sebrae, Faet, Fetaet, Ruraltins, Itertins, entre outros, trabalham concomitantemente para que o Ceasa de fato seja implantado. Sabemos que os consumidores do Ceasa de Goiás, por exemplo, são na sua maioria da Região Norte do Brasil, e como o Tocantins está no centro do País, todos ele virão para cá, finalizou Sahium, acrescentando que a partir disso o Estado terá um novo marco na economia tocantinense. ParticipantesParticiparam da reunião representantes: da Seagro Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; do Supermercado Poty; da Rede Damaso; da Rede Caçulinha; do Quartteto Supermercados; do Senat; do Supermercado Serra Verde; do Extra Norte Supermercado; do Comercial Fátima; da Associação de Supermercados do Tocantins; da Faet e UFT.
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