Rússia pode habilitar frigoríficos do Tocantins para exportação

Com a suspensão parcial do embargo da Rússia à exportação de carne brasileira, a partir desta quarta-feira, 20, o Mato Grosso retoma a comercialização para aquele país. O veto permanece aos estados brasileiros que, tradicionalmente, não são exportadores, como as regiões Nordeste e Norte. No caso do Tocantins, a Rússia reconhece o Estado como área apta para exportação, porém ainda não realizou a habilitação das plantas, que são as indústrias frigoríficas.
por Andrea Luiza Collet
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Com a suspensão parcial do embargo da Rússia à exportação de carne brasileira, a partir desta quarta-feira, 20, o Mato Grosso retoma a comercialização para aquele país. O veto permanece aos estados brasileiros que, tradicionalmente, não são exportadores, como as regiões Nordeste e Norte. No caso do Tocantins, a Rússia reconhece o Estado como área apta para exportação, porém ainda não realizou a habilitação das plantas, que são as indústrias frigoríficas.O Mapa - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está fazendo gestão junto à Rússia para que novas indústrias brasileiras sejam habilitadas. O diretor do Departamento de Assuntos Sanitários e Fitossanitários da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Ribeiro, informou que o Ministério solicitou uma nova visita do Serviço Veterinário da Rússia, a partir da segunda semana de maio. O Tocantins integra o roteiro da visita, quando técnicos russos inspecionarão os frigoríficos Cooperfrigu (Gurupi) e Frinorte (Araguaína), que já integram a lista geral de exportadores. Na última vinda da Missão Russa ao Brasil, em novembro de 2004, os peritos conheceram a Barreira de Couto Magalhães, no Tocantins, e aprovaram o trabalho de defesa sanitária realizado.O Tocantins possui as mesmas condições sanitárias do Mato Grosso. A demora na habilitação dos frigoríficos tocantinenses pode ser explicada pelas regras do acordo internacional firmado entre os governos brasileiro e russo, que impedem a comercialização por um período de dois anos para produtos de origem animal oriundos de estados com foco de febre aftosa e por um ano dos estados circunvizinhos. No Tocantins, há oito anos não é registrado um caso sequer de febre aftosa, mas a ocorrência da doença em Monte Alegre (PA), em junho de 2004, gerou a restrição sanitária. O presidente da Adapec - Agência de Defesa Agropecuária, Felipe Nauar Chaves, disse que, por telefone, a Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária comunicou que a reinserção do Mato Grosso antes da vinda da missão pode agilizar o processo de habilitação dos frigoríficos tocantinenses. “Não existe um argumento técnico que justifique embargo aos nossos produtos. Temos a certeza de que após a visita da missão o mercado russo se abrirá para o Tocantins”, destacou.O presidente ressaltou, ainda, que o Governo do Estado dará continuidade ao trabalho de defesa sanitária, mantendo o nível de controle e erradicação de doenças animais, especialmente à febre aftosa. “Na visita anterior, as autoridades russas puderam comprovar as ações desenvolvidas pela Adapec, inclusive nas barreiras interestaduais, para evitar a entrada de enfermidades das regiões ainda consideradas infectadas pela febre aftosa”, informou.ApoioA integração do Tocantins ao mercado russo tem o apoio do presidente da Abiec - Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, Antônio Jorge Camardelli. "O Tocantins tem condições de atender ao mercado externo", disse Camardelli, apontando as inúmeras indústrias existentes no Estado, bem como as condições sanitárias e a tradição como pecuarista. Segundo Camardelli, a Abiec está preparando um documento comprovando as boas condições sanitárias da pecuária desenvolvida no Tocantins. "Vamos tentar mostrar as qualidades da pecuária daquele Estado, esclarecendo todas dúvidas que ainda restam entre os integrantes do governo russo", afirmou.

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