Restauração de altar da igreja de Monte do Carmo começa em maio

Dona Adi de Oliveira Negre, 73 anos, ainda se lembra das cores vivas utilizadas nos dois altares laterais da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, localizada na cidade homônima. São lembranças de sua infância, pois o altar esquerdo ruiu há várias décadas e o direito encontra-se em precário estado de conservação. A restauração da igreja construída no final do século 18 e que ao longo do tempo sofreu várias alterações é uma das prioridades da Fundação Cultural do Tocantins, que vem buscando parceiros para esta empreitada.
por Seleucia Fontes
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Dona Adi de Oliveira Negre, 73 anos, ainda se lembra das cores vivas utilizadas nos dois altares laterais da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, localizada na cidade homônima. São lembranças de sua infância, pois o altar esquerdo ruiu há várias décadas e o direito encontra-se em precário estado de conservação. A restauração da igreja construída no final do século 18 e que ao longo do tempo sofreu várias alterações é uma das prioridades da Fundação Cultural do Tocantins, que vem buscando parceiros para esta empreitada. O primeiro passo será a restauração do altar direito, com início dos trabalhos previsto para o mês de maio. A restauradora responsável será Mara Fantini, que na última segunda-feira, 11, realizou visita técnica a Monte do Carmo para verificar o estado de conservação da peça. Segundo ela, suas condições são precárias, inclusive com alguns pontos “lavados”, onde os desenhos originais de querubins e outros temas não poderão ser recuperados. “Não vai ficar perfeito, mas vamos recuperar muita coisa”, garantiu, lembrando que não serão feitas intervenções drásticas. “A idéia é valorizar o que ele tem de original, não podemos enganar a história”, comentou após conhecer a obra que apresenta referências de dois estilos artísticos do período, o barroco e o rococó. Esta é a primeira obra com recursos do Estado e patrocínio de empresa privada realizada na igreja. A restauração do altar está orçada em R$ 35 mil, sendo R$ 24 mil patrocinados pela Brasil Telecom e os R$ 9 mil restantes pela Fundação Cultural.

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