Políticas Públicas para os Indígenas são tema de segundo dia do Fórum

O I Fórum Social Indígena do Tocantins teve continuidade nesta quarta-feira, 6, com a realização de palestras e debates. O primeiro palestrante do dia foi o coordenador Geral de Defesa dos Direitos Indígenas da Funai – Fundação Nacional do Índio, Vilmar Guarany, que falou sobre Terras e os Direitos Indígenas. Já o secretário dos Povos Indígenas do Acre, Francisco Ashininka, falou sobre o modelo de política indígena adota por aquele Estado. Segundo ele, no Acre o índio conquistou seu espaço e agora está decidindo o que fazer "e uma das opções são as parcerias", salientou Ashininka, destacando que o processo é lento: "nós vamos levar alguns anos para implementar isto".
por Conceição Soares
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O I Fórum Social Indígena do Tocantins teve continuidade nesta quarta-feira, 6, com a realização de palestras e debates. O primeiro palestrante do dia foi o coordenador Geral de Defesa dos Direitos Indígenas da Funai – Fundação Nacional do Índio, Vilmar Guarany, que falou sobre Terras e os Direitos Indígenas. Já o secretário dos Povos Indígenas do Acre, Francisco Ashininka, falou sobre o modelo de política indígena adota por aquele Estado. Segundo ele, no Acre o índio conquistou seu espaço e agora está decidindo o que fazer "e uma das opções são as parcerias", salientou Ashininka, destacando que o processo é lento: "nós vamos levar alguns anos para implementar isto". Ashininka explicou aos indígenas do Tocantins que hoje, em seu Estado, quando se vai discutir algum problema sentam na mesa representantes de todos os órgãos envolvidos com a política indígena e os próprios interessados, que são a Funai, Funasa – Fundação Nacional da Saúde, o Governo do Estado e as lideranças indígenas. Segundo ele, os indígenas acreanos hoje têm confiança que o Governo quer e tem interesse em resolver seus problemas. "Hoje quando tem uma questão indígena no estado do Acre, os índios recorrem ao governo estadual, antes era à Funai", exemplificou Ashininka, salientando que a Secretaria da qual é titular não foi criada para executar programas, mas para funcionar como um elo de ligação entre as comunidades indígenas e os órgãos do Governo acreano, o que possibilitou a quebra de barreira e do preconceito. Ashininka elogiou a iniciativa do Governo do Estado, ressaltando que o Tocantins está no rumo certo.Outra palestra foi proferida pelo gerente técnico do Projeto Demonstrativo dos Povos Indígenas, Scrawen Sompré Xerente, que destacou a possibilidade de se criar políticas públicas para os indígenas com a participação do movimento indigenista.A secretária da Juventude, Márcia Barbosa Soares, apresentou o programa de combate ao uso indevido de drogas "Aldeias Livres das Drogas", que deverá ser implementado nas aldeias indígenas do Tocantins.

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