Uma oportunidade para integração e troca de experiências. Foi assim o III Encontro dos Coordenadores do Peti que terminou na tarde desta sexta-feira, 8, no auditório da Escola Técnica Federal, em Palmas. Durante dois dias, os coordenadores participaram de palestras e discussões com foco às ações desenvolvidas dentro do Programa. A demanda de capacitação colocada pelos próprios gestores foi atendida. A partir de agora eles estão preparados para desempenhar todas as atividades e resolver os problemas que, eventualmente, possam surgir dentro das unidades do PETI, concluiu a coordenadora estadual de assistência social da Setas, Régina Mercês Ayres. O PETI vem desempenhando um papel fundamental na vida da população de baixa renda, residente no Tocantins. Um exemplo está em Augustinópolis, região Norte do Estado. A coordenadora municipal, Angélica Cayres Almeida, relatou os avanços alcançados. Na cidade existem 180 crianças que freqüentam o Programa e saíram do trabalho infantil prejudicial ao rendimento escolar. Era comum ver crianças vendendo alimentos e vários produtos pelas ruas, bem como fazendo trabalhos pesados na zona rural. Hoje a realidade é diferente e até a repetência escolar diminuiu, destacou. Um dos pontos positivos da avaliação realizada no ano passado pela Coordenação Estadual do PETI é a conscientização dos pais, sobre a importância de conseguir o ingresso das crianças no Programa. As famílias sabem que o PETI oferece todas as condições necessárias para que as crianças tenham um futuro melhor, ressaltou Régina. Dos 99 municípios onde existe o PETI implantado, 87 participaram do evento. O Programa beneficia famílias com renda per capita de meio salário mínimo, com crianças e adolescentes de 7 a 15 anos. Atualmente, 9.827 crianças são atendidas no Tocantins.O PETI tem o objetivo de erradicar o trabalho infantil nas atividades perigosas, insalubres, penosas e degradantes e possibilitar às crianças e aos adolescentes, o desenvolvimento das potencialidades com vistas à melhoria do desempenho escolar e da qualidade de vida, tendo como referência o núcleo familiar, a escola e a comunidade. Além disso, os beneficiados recebem uma bolsa no valor de R$ 40, em Palmas, e R$ 25 no interior do Estado. No Brasil, o Programa está implantado em 3 mil municípios atendendo cerca de 3 milhões de crianças.
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