Parceria traça políticas para comercialização de produtos tocantinenses

Uma nova parceria, envolvendo diversos setores das políticas públicas da agricultura, além de outros órgãos públicos pode render bons resultados aos produtores de Palmas e também do Tocantins. Em recente reunião realizada com representantes da Seagro – Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Setas - Secretaria do Trabalho e Ação Social, Sesau - Secretaria Estadual da Saúde, Sebrae, Ruraltins - Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins, e Secretaria Municipal da Agricultura ficou definido que cada entidade irá elaborar um projeto para que seja aplicado o projeto Compra Direta do Produtor.
por Sônia Pugas
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Uma nova parceria, envolvendo diversos setores das políticas públicas da agricultura, além de outros órgãos públicos pode render bons resultados aos produtores de Palmas e também do Tocantins. Em recente reunião realizada com representantes da Seagro – Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Setas - Secretaria do Trabalho e Ação Social, Sesau - Secretaria Estadual da Saúde, Sebrae, Ruraltins - Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins e Secretaria Municipal da Agricultura ficou definido que cada entidade irá elaborar um projeto para que seja aplicado o projeto Compra Direta do Produtor. A idéia é traçar uma política para levar às mesas dos consumidores tocantinenses produtos plantados e colhidos no Estado. O secretário da Agricultura, Roberto Sahium, informou que os alimentos que entram no Tocantins vêm de outros Estados brasileiros, e o objetivo desse projeto é barrar a sua comercialização, gerando emprego e renda à população do Tocantins. Ele citou como exemplo a entrada comercial da mandioca. Segundo levantamentos, ficou constatado que entram, só no mercado de Palmas, 200 caixas por semana. “Não justifica essa situação, temos 60 mil hectares com produção de mandioca e Goiás tem apenas 17 mil”, disse, acrescentando que está na hora de encontrar uma solução para vender aos grandes supermercados da Capital produtos genuinamente tocantinenses. A priori Palmas será o piloto desse projeto. No encontro, ficou decidido que nos próximos dias todos os parceiros trarão o máximo de informação possível sobre os agricultores do entorno da Capital, como, por exemplo, o número deles, o que produzem, em que quantidade produzem e como estão mobilizados. Esses dados servirão de base para traçar um política pública de agricultura a ser implantada nos próximos meses.ProdutosO Compra Direta do Produtor, como sugestão dos participantes, poderia envolver todas as Secretarias do Governo do Tocantins. O secretário da Saúde, Gismar Gomes, disse que, por meio de licitação, o dinheiro da Sesau, por exemplo, destinado à compra de alimentos para pacientes, poderá ser aplicado nos alimentos produzidos pelos produtores locais. O mesmo seria feito com o repasse da merenda escolar, entre outros. Além dessa força-tarefa do diagnóstico dos produtores, os parceiros sugeriram que alguns agricultores conhecessem o Ceasa – Central de Abastecimento de Goiás, reformulação e ampliação das feiras da Capital e ainda criação de um miniceasa em Palmas. “Os nossos produtores precisam conhecer todos os mecanismos que envolvem a cadeia produtiva”, afirmou Roberto Sahium. Ele acrescentou que essa mobilização conjunta seguramente será um novo marco para a economia da agricultura palmense.

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