A sociedade participa, seja ativamente ou com omissão para que ainda existam casos de tortura em nosso país. Com esta afirmação a ouvidora de Segurança Pública do estado do Pará, Marga Rothe, iniciou a oficina de trabalho Todos contra a Tortura, na manhã desta terça-feira, 12, no auditório da SSP - Secretaria da Segurança Pública. Com o tema Mecanismos de controle, prevenção e monitoramento da prática de tortura e responsabilização dos envolvidos a oficina de trabalho abriu as discussões com relação aos métodos públicos contra a tortura. Os três debatedores, o responsável pela Cipama - Companhia Independente do Meio Ambiente, Cap. Falcão, o procurador da República, Álvaro Manzano, e a ouvidora Marga Rothe, iniciaram o debate. Marga Rothe destacou os avanços no combate a tortura e impunidade no País, mas observou que ainda há muito que fazer. A omissão também faz da tortura algo mais presente no cotidiano do brasileiro. A sociedade em si precisa entender que isto é crime e que tem que denunciar, e depois cobrar da Justiça uma posição correta com relação à tortura, destacou a Marga, dizendo que a impunidade também precisa ser combatida energicamente. A imprensa tem papel fundamental nesta luta, sensibilizando a opinião pública. Sempre falo que devemos elogiar e divulgar os casos positivos. Eles fazem milagres, falou. Para o coordenador do Instituto Médico Legal de Palmas, Eduardo Braga, os cidadãos brasileiros precisam começar a cobrar de seus dirigentes políticos, que os representam no senado e câmaras, atitudes concretas contra a tortura. Vemos o descaso com a segurança, saúde e educação no nosso País. Quando vamos começar a demonstrar que não estamos contentes com tudo isso?, ressaltou o coordenador. Na ocasião, foi sugerido também que os policiais passem por avaliações psicológicas quando são inseridos na Instituição, e durante todo o desenvolvimento de seu serviço policial, possibilitando, com isso, a exclusão de profissionais da Segurança não capacitados para o trabalho. Está comprovado, que os profissionais da área da Segurança fazem parte de um quadro de profissionais que mais se estressam. Eles precisam de atendimento biopsicosocial para garantir que não sofram tanto com a violência, que faz parte do cotidiano de cada um, arrematou Marga. Oficina Todos contra a tortura é uma iniciativa da Procuradoria Federal dos Direitos Humanos, por meio do Movimento Nacional de Direitos Humanos e tem como público alvo os promotores de Justiça, juízes de Direito, defensores públicos, delegados de polícia, advogados, militantes de direitos humanos, diretores de penitenciárias, policiais civis e militares. E o debate continua na tarde desta terça-feira, a partir das 14h, com grupos de trabalhos.
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