O Tocantins foi contemplado com mais uma máquina de leitura em Braille. A máquina, doada para o Estado pela empresa de telefonia móvel Vivo, irá implementar as atividades desenvolvidas pelo CAP - Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual, da Secretaria de Educação e Cultura, que tem como função dar suporte a todas as escolas estaduais e particulares. A máquina de Braille foi entregue pelo coordenador geral do Programa Vivo Voluntário, Michel Daud, à primeira-dama Dulce Miranda, que recebeu a doação e repassou para a secretária Estadual de Educação e Cultura, Maria Auxiliadora Seabra, aumentando para 18 o número de máquinas que beneficiam os portadores de deficiência visual.A solenidade emocionou os presentes com o relato das experiências vividas pelos portadores de deficiência visual, a exemplo do defensor público da comarca de Ponte Alta do Tocantins, Nazário Sabino Carvalho, que é cego desde os 8 anos. A história de vida de Carvalho remete a muitas conquistas, uma delas foi se formar em direito pela USP Universidade de São Paulo, sendo o único cego entre 5 mil alunos. Depois de formado, em 1973, voltou para o Goiás, seu Estado de origem. De lá para cá galgou uma carreira de sucesso e superação. Hoje, ele é considerado referência de persistência e coragem, atua como defensor público e é um dos beneficiados pelo CAP. A secretária Estadual de Educação, Maria Auxiliadora Rezende, expôs que a construção de uma estrutura própria para o Centro de Apoio Pedagógico (CAP) é uma das metas a serem alcançadas pela Secretaria. Queremos aperfeiçoar o trabalho voltado para os deficientes visuais e auditivos, e um dos objetivos é construir um espaço só para eles, afirmou Maria Auxiliadora.Para a primeira-dama, Dulce Miranda, a sociedade precisa se engajar sempre mais em parcerias e nas causas sociais. A responsabilidade é de todos, e a Vivo mostrou que além do mercado financeiro e comercial, investir na potencialidade do ser humano é fundamental, disse Dulce. O coordenador geral do Programa Vivo Voluntário, Michel Daud, chamou a atenção para as batalhas comerciais, de mercado e de concorrência, mas sem deixar de lado a responsabilidade social das empresas. Trabalhamos para fortalecer a imagem da empresa no mercado, mas sempre calcado na responsabilidade social, afirmou o coordenador. Também participaram do evento o diretor territorial da Vivo Centro, João Truran, a gerente de apoio pedagógico do CAP, Vilma Lima Silva, o defensor público Nazário Sabino Carvalho, o presidente da Apae de Palmas, Bráulio Alves, alunos portadores de deficiência visuais atendidos pelo CAP, entre outros.Com essa doação, a Rede Estadual de Ensino passa a ter 20 máquinas de escrever Braille. A máquina foi encaminhada ao CAP Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual, em Palmas.Educação com responsabilidade socialO Governo do Tocantins, compromissado com a Educação, garante por meio de várias ações e projetos o acesso a um ensino de qualidade à população tocantinense. Por meio da Seduc, 517 estudantes portadores de deficiência visual, entre cegos e com baixa visão, são beneficiados com um atendimento diferenciado e de qualidade. São tocantinenses que têm a oportunidade de ser alfabetizados e podem sonhar com um futuro melhor, tendo a educação como fator de desenvolvimento e mudança de sua realidade.Além do CAP Centro de Apoio Pedagógico, para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual, em Palmas, o Estado conta com o Núcleo de Produção de Braille e Material Adaptado, em Araguaína. Instituto VIVO O Instituto VIVO, parceiro do Governo do Estado, é o órgão de responsabilidade social da VIVO.O Instituto gerencia os investimentos da VIVO focados nas áreas de educação e meio ambiente. Uma das ações do órgão é o Programa VIVO Voluntário, que tem como meta, entre outras atividades, focar suas ações em torno da causa dos deficientes visuais.
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