Governo promove capacitação sobre cultura do caju

A Seagro - Secretaria da Agricultura Pecuária e Abastecimento, realizará nesta sexta-feira, 8, das 8h às 12h e das 14h às 18h, no auditório da Seagro, o curso de Capacitação Técnica em Cajucultura. O curso será ministrado pelo engenheiro agrônomo e produtor Luís Carlos Cavalcante e objetiva capacitar os interessados nas técnicas de plantio, espaçamento, controle de pragas e doenças e adubação da cultura do caju.
por Lira Neta
-

A Seagro - Secretaria da Agricultura Pecuária e Abastecimento, realizará nesta sexta-feira, 8, das 8h às 12h e das 14h às 18h, no auditório da Seagro, o curso de Capacitação Técnica em Cajucultura. O curso será ministrado pelo engenheiro agrônomo e produtor Luií Carlos Cavalcante e objetiva capacitar os interessados nas técnicas de plantio, espaçamento, controle de pragas e doenças e adubação da cultura do caju. Também serão abordados os aspectos socioeconômicos e ambientais da cultura e a agroindústria no Tocantins. As aptidões de clima e de solo proporcionam o avanço da cajucultura no Estado, que atualmente mantém área de 3 mil hectares plantados e cerca de 60 produtores. Do Extremo Norte ao Sul, produtores dos municípios de Arraias, Palmas, Porto Nacional, Tupiratins, Filadélfia, Araguaína, Babaçulândia, Vanderlândia e Juarina estão entrando no terceiro ano de safra, que a partir do quinto ano tende a se consolidar com produtividade estimada entre 1000 e 1500 kg/ha. Atualmente esses produtores exploram somente a venda da castanha in-natura das suas safras para os estados do Piauí e Ceará. Com vistas à obtenção de mais lucros, estão desenvolvendo estudos com o objetivo de criar uma cooperativa para o processamento da castanha, que no mercado tem seu valor de comercialização aumentado em até 300%. Posteriormente é que os cajucultores tocantinenses partirão para o aproveitamento do pedúnculo (falso fruto) para a fabricação de sucos, doces, polpas congeladas e ração animal. Para Luís Carlos Cavalcante, a cultura do caju, além de gerar renda e ser bastante lucrativa, promove o impacto social por possibilitar a ocupação da mão-de-obra da região. Segundo ele, a cultura gera 18 vezes mais emprego que a pecuária de corte, o que possibilita a inclusão social de parte da população à margem do consumo, considerada mão-de-obra não especializada. O secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Sahium, aposta na expansão da cajucultura e ressalta que o Estado possui condições técnicas e agronômicas para a exploração da cultura do caju.

keyboard_arrow_up