O secretário de Infra-Estrutura do Tocantins, Brito Miranda, e o presidente da Assembléia Legistativa, César Halum, representaram o Estado nesta sexta-feira, 29, no lançamento da Frente Multisetorial Pró-Ferrovia Norte-Sul, em Anápolis (GO). A cerimônia foi realizada na Ferrovia Porto Seco Centro Oeste, localizada no Distrito Agro-Industrial de Anápolis. Quando a Norte-Sul estiver concluída, o local será o marco zero da obra, interligando as ferrovias do Norte-Nordeste com as do Sul-Sudeste.A frente é uma articulação política e econômica entre vários representantes da Câmara Federal e Assembléias Legislativas, Senado, refeituras, empresas privadas, entidades sociais e os governos do Tocantins, Goiás e Maranhão. Foi idealizada pelo deputado federal Barbosa Neto (PSB-GO) com o objetivo de unir forças para viabilizar o término da obra ferroviária, que começou em 1987 e deveria ser concluída em 1992.De acordo com Brito Miranda a concretização da obra vai beneficiar em muito o Tocantins. "A maior parte da ferrovia passa pelo nosso Estado, cerca de 854 km da estrada de ferro. Como estamos vivendo um período de desenvolvimento muito grande da produção de grãos e na agroindústria, todos os nossos produtos poderão ser colocados no Porto de Itaqui (MA) a preços competitivos. Naturalmente facilitará o barateamento dos custos. E, como toda a produção nacional vai passar pelo Estado, vai gerar mais receita para o Tocantins", afirmou o secretário.O presidente da Valec, Francisco das Neves, mais conhecido como Juquinha, aposta na iniciativa da Frente, pois a empresa está com toda a parte técnica em dia, os projetos e as licenças ambientais estão apenas no aguardo de recursos para completar a obra. "O trecho no Tocantins está andando com mais velocidade do que em Goiás porque recebeu mais recursos. Agora o Governo Federal está num momento de decisão e essa Frente vai dar força, pois os políticos do Tocantins, Maranhão e Goiás vêem que esta é uma das obras mais importantes de se concluir. O presidente Lula sabe disso, destacou. Segundo Juquinha, o que falta agora é conseguir espaço no orçamento da União e uma PPP - Parceria Público Privada para construir alguns trechos. O recurso público garante a obra até Colinas, acreditamos que a conclusão se dê no final do ano que vem, mas o trecho até Palmas ou Gurupi depende de parcerias privadas", disse. Os países da China e Japão demonstraram interesse em financiar uma parte da obra, pois são os maiores importadores de soja do Brasil, mas não há um acordo previsto. Para o deputado Barbosa Neto, também há a possibilidade de alocar recursos nacionais. Em breve, um debate será organizado com a iniciativa privada nacional e internacional para consolidar as Parcerias Público-Privadas e construir alguns trechos junto ao Tesouro Nacional. "Na próxima semana, a primeira instalação será por parte do presidente da Câmara, Severino Cavalcante, e, a partir daí, haverá algumas ações estratégicas junto a Casa Civil, Câmara, Senado e Ministérios dos Transportes, Fazenda e Planejamento para viabilizar os recursos necessários para a concretização dessa obra", finalizou o deputado. Severino Cavalcante esteve presente no evento e foi eleito presidente de honra e patrono da Frente Multi-setorial. Na próxima semana, a formação da Frente Multisetorial Pró-Ferrovia Norte-Sul será oficializada no Diário Oficial da União.Situação da Ferrovia Norte-SulA Ferrovia Norte-Sul foi idealizada em 1987, pelo então presidente José Sarney e deveria ser concluída em 1992, mas sempre dependeu de recursos federais e do contexto político para finalizar a obra.Trecho concluído: Aguianópolis (TO) a Açailândia (MA), de 98 quilômetros. A Ferrovia Estrada de Ferro Carajá, em Açailândia, faz a ligação da Norte-Sul com o Porto de Itaqui (MA). Apesar de concluído o trecho no Tocantins, este não está em operação porque depende que a estrada de ferro chegue até Colinas, onde a produção será embarcada numa plataforma multimodal.O trecho de Babaçulândia até Araguaína (TO) foi licitado, mas as obras foram bloqueadas pelo Ministério dos Transportes - que está revendo o plano de investimento.Trecho que depende de recursos privados: Colinas a Gurupi (TO).Trecho em construção: Anápolis a Ouro Verde (GO), de 40 quilômetros.
✓ Compatível com leitores de tela (NVDA, JAWS, VoiceOver)
✓ Navegação por teclado (Tab, Enter, Esc, setas)
✓ Tradução em Libras via VLibras