O assentamento Provi já está no caminho certo, destacou o subsecretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gilberto Sbróglia. Ele visitou, na última quarta-feira, 30, o assentamento, localizado no município de Pium, juntamente com de representantes da Jica - Agência de Cooperação Internacional do Japão e do Ruraltins Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins, para avaliação dos trabalhos desenvolvidos pelo Forter - Programa de Fortalecimento da Extensão Rural em Pium. Estiveram também no encontro, representantes da Prefeitura de Pium, Embrapa e Banco da Amazônia. Segundo Sbróglia, a comercialização é uma questão que deve ser superada através da visualização de novos pontos de mercado, um mercado como o de Brasília pode ser atingido, o interessante seria aproveitar o transporte que já traz mercadorias para o Tocantins a fim se obter um menor custo. O presidente do Ruraltins Raimundo Dias, também presente na visita, destacou a necessidade de divulgação para abrir a comercialização e enfatizou a importância da parceria com o poder público, que segundo ele é presente e tem contribuído com o projeto. Raimundo Dias disse ainda que vários intercâmbios vão ser realizados até a finalização do projeto, em abril de 2006 e enfatizou a existência de um novo projeto, mais abrangente, que dará continuidade aos trabalhos de pesquisa e extensão, realizados pelo Governo do Estado em favor da Agricultura Familiar no Tocantins.Um dos objetivos do Projeto Forter é organizar o agricultor familiar em associações e cooperativas para fortalecê-los, a fim de que obtenham mais acesso aos créditos e assegurem bons preços para seus produtos. A adoção de tecnologias e a união dos produtores frutificaram os resultados, segundo o coordenador e perito da Jica, Hiroshi Hattori. Segundo ele, a comunidade do Provi já está bem organizada e serve de exemplo para todas as comunidades e de modelo para o Estado.A visitaNo Assentamento Provi, a 7 Km de Pium, a visita começou por uma lavoura de maracujá irrigado, desenvolvida por agricultores familiares, que com uma semana da colheita já apresenta resultados de produtividade com uma média de 3 mil kg de maracujá, por semana. A produtividade é alta para a demanda local e tende a aumentar na medida em que a colheita avança. A comunidade está vendendo os produtos para os mercados de Palmas e Paraíso, além de abastecer Pium. E ainda há excedente, como conta o presidente da associação de produtores do assentamento, Angelomar dos Santos. A dificuldade é apenas para comercializar o produto, disse, acrescentando que a idéia agora é expandir o mercado buscando novas formas de comercialização.Barranco do MundoNo Assentamento Barranco do Mundo município de Pium, foram realizadas visitas a experiências realizadas em três propriedades, onde os participantes conferiram os resultados de experimentos nas culturas de mandioca, milho e arroz.Os experimentos foram realizados por culturas, em três parcelas, nas quais houve ou não o emprego de tecnologias tais como: correção do solo, espaçamento adequado, uso de sementes selecionadas, adubação e cobertura, entre outras, com a finalidade de mostrar os efeitos provocados em cada etapa da cultura.Com as experiências individuais, pesquisadores, técnicos e produtores tiveram a oportunidade de conhecer acertos e falhas nas lavouras, e puderam sanar as dúvidas dos produtores rurais locais.Opinião dos produtores familiaresA visita a outros projetos é importante porque a gente vê o que conseguiu ter e aprende a valorizar o que possui, de acordo com o presidente da associação do Barranco do Mundo, Walter Carlos Sales Silva. Disse também que, diferentemente de outros projetos, com o Forter eles puderam escolher o que queriam plantar.João Paulo Alves Bezerra, com seis filhos, está no assentamento há sete anos, antes trabalhava na terra de outras pessoas. Adquiriu um lote do Incra com casa, e começou a plantar, mas a terra não dava tudo que plantavam perdiam. A dificuldade, segundo o agricultor Ailton Campos Silva é que eles não estavam acostumados a cultivar no cerrado e a terra só dava prejuízos. Com a chegada do Forter, há dois anos, aprenderam como tratar a cultura, o espaçamento certo... tudo era diferente. Desenvolveu até em perguntar, porque a gente sofria calado, agora vamos a procura de informações, completou.Atualmente o Sr João Paulo produz milho, arroz e mandioca, e conseguiu montar uma casa de farinha. Hoje emprego minha família e ainda dou emprego a outros produtores do assentamento, produzindo farinha com o excedente da mandioca. Os trabalhos lhes renderam: fogão a gás, geladeira, televisão, som e outros eletrodomésticos entre outras comodidades. Além disso, todos os filhos do agricultor têm acesso à escola.Estrutura dos assentamentosO Assentamento Barranco do Mundo possui uma Agrovila, com uma escola, para ensino do primário e 1º grau (até a sexta série). Um posto de saúde, com atendimento médico uma vez por mês, energia elétrica e água encanada. A comunidade dispõe de um ônibus para transporte de estudantes que cursam da sétima a oitava série.O Assentamento Provi também possui uma Agrovila. Os moradores também contam com benefícios como água encanada e energia elétrica.
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