Intitulado como “O amor corre nas veias” um projeto de universitários visa mobilizar a população para doação de sangue no Hemocentro Coordenador de Palmas e anexo do Hemocentro no Hospital Geral de Palmas (HGP).
A estudante Karoline Francisca Barbosa lembra que os objetivos da ação são, principalmente, os de conhecer as necessidades do Hemocentro, incentivar a doação de sangue e alcançar, no mínimo, um total de cem doadores.
“O professor orientou um trabalho de ação social onde as turmas foram divididas em grupos e cada um teve a liberdade para idealizar uma ação. O grupo é composto por alunos de diversos cursos e essa interdisciplinaridade promove boas ideias, e a que o grupo escolheu foi a doação de sangue, visto que sempre há necessidade”, explicou Karoline .
Ainda segundo a universitária que cursa Engenharia Civil, a ação segue até o próximo dia 12 de maio. “Nesse período esperamos trazer o maior número de pessoas para atingirmos a meta”, disse confiante.
Os alunos criaram um evento no facebook e convidaram os amigos de todos os integrantes do grupo. “São dez integrantes no total e se cada um conseguir dez doadores com os requisitos que são necessários para doar sangue já seria atingida a meta”. No evento criado na rede social são postadas informações sobre os pré-requisitos da doação, o que é necessário para realizar o ato e ainda os brindes que serão sorteados no último dia da ação.
Para ter o controle de quem for doar sangue será confeccionado um canhoto com duas vias. Neste canhoto terá espaço para que o possível doador preencha as informações e assim ele poderá concorrer a brindes”, informou a universitária completando, ainda, que o canhoto ficará no balcão do Hemocentro somente para aqueles que se apresentarem como doadores do projeto ‘O amor corre nas veias’.
A coordenadora do setor de Captação do Hemocentro, Denis Gomes, disse que a ideia é louvável e agradeceu a parceria e empenho dos alunos. “Nós sempre estamos precisando de doação e quando recebemos apoio por meio de ações como essa ficamos muito contentes e principalmente agradecidos”, disse.
Gratidão de quem recebe
Karoline Francisca sabe muito bem o que representa o ato da doação, isso porque ela mesma já precisou contar com ajuda de doadores para sobreviver. Ela conta que nasceu com uma variação da anemia hemolítica, doença que ocorre quando a medula óssea é incapaz de compensar, por aumento da produção, a destruição prematura dos glóbulos vermelhos.
“Meu corpo não sintetiza a vitamina B12. Eu me alimento bem, mas mesmo assim a vitamina não é processada. Segundo o diagnóstico, a causa foi devido a incompatibilidade sanguínea dos meus pais. Eu sempre fui anêmica, mas somente ano passado tivemos um diagnóstico indicando anemia hemolítica”, explicou.
Karoline conta ainda que passou por uma forte crise, momento em que necessitou de bolsas de sangue. “Eu tive muitas manchas pelo corpo, desmaios, tontura e uma forte hemorragia, fui parar no hospital e devido a hemorragia tive que contar com a solidariedade de muitas pessoas. Precisei de três bolsas de sangue. Acho que doar sangue é a demonstração mais bonita de amor. É a prova concreta que você está fazendo algo pelo próximo, sem saber quem é”, lembra.
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