Tocantins zera a fila de cateterismo cardíaco pediátrico

Implantado em 2020, o serviço já atendeu cerca de 300 crianças com o procedimento
por Ellayne Czuryto/Governo do Tocantins
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O serviço de Hemodinâmica do HGP já realizou mais de 300 cateterismos pediátricos - Foto: Ellayne Czuryto/Governo do Tocantins file_download

O Serviço de Hemodinâmica do Hospital Geral de Palmas (HGP) realizou na quarta-feira , 25, sete cateterismo pediátricos, zerando a fila de espera desse procedimento no Tocantins. O serviço foi implantado no Estado em 2020 e permite tratar até 2/3 das cardiopatias congênitas em crianças, que antes eram transferidas via Tratamento Fora de Domicílio (TFD).
Segundo o médico responsável pelo cateterismo cardíaco pediátrico no Tocantins, Paulo Correia Calamita, “o cateterismo é feito através de procedimentos minimamente invasivos e que tratam doenças cardíacas desde o nascimento (cardiopatias congênitas) e evita a necessidade de cirurgia de peito aberto, que geraria internações mais prolongadas, ocupação de leito de UTI e maior risco de complicações”.

“Desde que estamos aqui cerca de 300 crianças passaram pelo procedimento e ao contrário de algumas doenças que precisam de cirurgia cardíaca aberta, quando se trata de cateterismo pediátrico, nenhuma criança com necessidade de procedimento hemodinâmica precisou ser transferida do Estado, gerando economia de recursos e índice zero de judicializações”, pontuou o especialista.
Ele explica ainda que apesar de serem procedimentos que envolvem a manipulação do coração (desde recém-nascidos até adolescentes), esses pacientes recebem alta hospitalar num prazo de 24h, sem necessidade de UTI. “Os sete procedimentos realizados foram cateterismos terapêuticos, que é um procedimento eficaz para tratar diversas condições cardíacas, evitando a necessidade de cirurgias mais invasivas”.
Sara Gonçalves, moradora de Porto Nacional explicou o procedimento que a filha Isabela Gonçalves Rocha, de 8 anos, passou. “Minha filha tem cardiopatia congênita, e desde então já passamos por vários procedimentos invasivos (cirurgia de peito aberto) e não invasivos. No HGP em dezembro ela precisou passar por uma angioplastia da artéria pulmonar, através do cateterismo terapêutico, e agora ela passou por uma embolização de colaterais sistêmicos pulmonares através de novo cateterismo. Só tenho a agradecer a equipe do HGP, e principalmente pelo empenho dos médicos, o caso da minha filha é bem complexo e requer estudo, experiência e dedicação por parte dos médicos”, relatou.

Para o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, “promover uma saúde de qualidade sem filas e em tempo oportuno à população é o nosso objetivo e temos trabalhado nisso, com as orientações do governador Wanderlei Barbosa. Além dos cateterismos, o Tocantins realiza cirurgias cardíacas pediátricas, em parceria com o município de Araguaína e 320 pacientes já foram atendidos no Estado, sem a necessidade de transferência para outras unidades da Federação”.

Edição: Aldenes Lima - Governo do Tocantins

Embolização de colaterais sistêmicos pulmonares através de novo cateterismo terapêutico - Ellayne Czuryto/Governo do Tocantins file_download
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