Com um total de 593.386 imóveis visitados nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, o Tocantins superou em 132,61% a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que previa 447.460 residências visitadas dentro do Plano Nacional de Combate ao Aedes aegypti.
Segundo o biólogo em saúde da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Marcos Timóteo Torres, o êxito do Tocantins se deu por uma série de fatores. “Já faz parte de nossa proposta de trabalho ter um ciclo de visitas domiciliares numa periodicidade menor do que o preconizado pelo Ministério, então quando foi preconizado um ciclo de visitas a serem feitas em dois meses, a maioria dos municípios tocantinenses já estava preparada para realizar um ciclo mais curto. A maioria dos nossos municípios entendeu que é um momento de intensificação das ações, com mais visitas durante o dia e também integrando as ações dos agentes comunitários de saúde com as dos agentes de controle de endemias”, destacou.
Outro ponto que contribuiu para o resultado, segundo o biólogo, foi a questão da atualização da base de imóveis. “Nossa base indica que temos mais de 500 mil imóveis, já a base utilizada pelo Governo Federal, que é o IBGE de 2010, aponta pouco mais de 400 mil imóveis”, enfatizou.
Dos imóveis visitados no Tocantins, 19.554 tinham focos e 19.442 foram tratados com produtos químicos. Cerca de 70 mil imóveis estavam fechados ou não foi autorizada a entrada dos agentes.
Para atingir os imóveis ainda não visitados, a Sesau orienta aos municípios que adotem estratégias próprias. “Como é o município que realiza as visitas ele tem que analisar o contexto. Estratégias como mudar o horário de visitas às vezes funciona, já que a gente sabe que a maioria da população no horário comercial está fora de casa. O agente pode voltar cedo da manhã, no horário de almoço ou depois das 18 horas. Além disso, o agente pode deixar um panfleto com seus contatos para que os moradores possam agendar a visita. Outra estratégia, que inclusive é realizada pelo município de Palmas, é uma parceria com conselhos de corretores de imóveis e empresas de engenharia que gerenciam alguns imóveis fechados”, explicou Marcos.
Dados do Tocantins
Até o dia 23 de março deste ano o total de 11.059 casos foram notificados como suspeitos de dengue, 638 casos suspeitos de chikungunya e 4.361 casos suspeitos de zika.
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