Tocantins se destaca nas ações para a eliminação da malária

A SES-TO desenvolve atividades para o fortalecimento da vigilância da doença em todo o Estado
por Savick Brenna/Governo do Tocantins
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“Certificação de Eliminação da Malária no Tocantins: um marco para a saúde pública” foi o tema do webinário realizado nesta quinta, 06 - Foto: Savick Brenna/Governo do Tocantins file_download

“Certificação de Eliminação da Malária no Tocantins: um marco para a saúde pública”, este é o tema do webinário realizado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-TO), na quinta-feira, 06, com transmissão ao vivo pelo canal da Escola Tocantinense do Sistema Único de Saúde (ETSUS), no YouTube. O evento faz parte das ações para o fortalecimento da vigilância da doença no Tocantins, reafirmando o compromisso do Brasil, assumido junto à Organização Mundial de Saúde (OMS), de eliminar a malária até 2035, desde 2020, vem sendo implementado o Plano de Ação “Tocantins sem Malária”. 

“Esse webinário é um pontapé para uma grande empreitada para o ano de 2026, no que diz respeito à eliminação da malária. O Tocantins está neste momento num grande compromisso com a população para receber a certificação de eliminação da doença. É um esforço conjunto, de todos os municípios, para que sejamos o primeiro estado a receber essa certificação. A partir do próximo ano, estaremos com o olhar diferenciado para essa vigilância diante de sinais e sintomas da malária. Juntos, temos um único objetivo: traçar um planejamento realizável para que a gente consiga ter uma vigilância sensível para a malária no Tocantins”, destacou a superintendente de Vigilância em Saúde da SES-TO, Perciliana Bezerra.

O webinário na data em que celebra o Dia da Malária nas Américas, reforça o compromisso com a eliminação da doença na região, instituída pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).  “A SES tem se empenhado incansavelmente para garantir o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a prevenção da malária, especialmente nas áreas mais vulneráveis. A certificação não é apenas um marco para o Tocantins, mas para o Brasil inteiro, pois demonstra que é possível avançar na eliminação de doenças que ainda afetam a vida de tantas pessoas. E sabemos que, para alcançar essa meta, é imprescindível a integração entre os diversos níveis de governo, as comunidades e os profissionais de saúde”, ressaltou o secretário de Estado da Saúde, Vânio Rodrigues. 

O coordenador de Eliminação da Malária do Ministério da Saúde, Alexander Vargas, apresentou um panorama mostrando o processo de eliminação da doença no Brasil e destacou o grande foco da equipe. “Hoje a gente foca em diagnóstico e tratamento, esse é o nosso carro chefe. Um diagnóstico oportuno e um tratamento adequado evitam a disseminação da malária em áreas que não possuem a doença, caminhando assim para a eliminação.” 

Perspectivas para a eliminação da doença

O encontro ainda destacou a implementação do tratamento com a tafenoquina e do teste de G6PD para a malária como uma importante ferramenta no processo de eliminação da doença no Tocantins. Em setembro, a SES-TO e o Ministério da Saúde realizaram um treinamento sobre testagem da enzima Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD) e aplicação do novo algoritmo de tratamento da malária, em Palmas. A capacitação foi ofertada para profissionais da saúde. 

O Tocantins vem trabalhando de forma contínua pela sustentabilidade da eliminação da malária. Desde 2020, o Estado desenvolve e atualiza o Plano de Ação Anual Tocantins sem Malária, consolidando estratégias de vigilância, diagnóstico, tratamento oportuno e resposta rápida a casos suspeitos.

Dados

Em 2025, o Tocantins registrou apenas cinco casos de malária, todos importados de outros estados (MA, PA, RR) e outro país (Guiana Francesa). As notificações ocorreram nas Regiões de Saúde Médio Norte Araguaia, Capim Dourado, Amor Perfeito e Cantão. Em comparação ao mesmo período de 2024, o estado apresentou redução de 76% no número de casos, reforçando os resultados positivos da vigilância.

Dia da Malária nas Américas

O Dia da Malária nas Américas tem como objetivo conscientizar a população e mobilizar governos, profissionais de saúde e comunidades para o enfrentamento da doença. O marco também busca valorizar iniciativas de sucesso, além de destacar avanços e desafios relacionados à prevenção, diagnóstico e tratamento.

Apesar da significativa redução de casos e óbitos nas últimas décadas, a malária ainda representa um desafio, principalmente na Região Amazônica que é endêmica para a doença, responsável por 99% das notificações de casos, o que evidencia a necessidade de uma vigilância estruturada.

O que é a malária? 

Malária é uma doença infecciosa febril aguda causada por parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada de mosquitos fêmeas do gênero Anopheles, também conhecidos como mosquito-prego. Os sintomas comuns incluem febre alta, dores de cabeça, calafrios e suores, mas a doença pode ser grave se não for tratada a tempo. É uma doença com cura, mas que exige tratamento adequado para evitar complicações, sendo o tratamento oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Edição: Aldenes Lima/Governo do Tocantins

Principal vetor da doença, o mosquito Anopheles, também conhecido como mosquito “prego” - Divulgação/Internet file_download
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