Para conscientizar a população sobre a prevenção e os cuidados com a saúde renal, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) destaca a importância da adoção de hábitos saudáveis, neste 12 de março, data que celebra o Dia Mundial do Rim. Entre as orientações estão alimentação equilibrada, hidratação adequada e o controle de doenças crônicas que podem comprometer o funcionamento do órgão.
No Tocantins, a assistência aos pacientes que necessitam de hemodiálise ocorre no atendimento hospitalar, destinado a pacientes internados em quadro agudo ou crônicos agudizados; e no atendimento ambulatorial, voltado a pacientes em tratamento contínuo, realizado em clínicas especializadas contratualizadas pelo Estado.
Atualmente, os atendimentos ambulatoriais são realizados na Fundação Pró-Rim de Gurupi, com 116 pacientes em acompanhamento; Fundação Pró-Rim de Palmas, com 334 pacientes em atendimento; Instituto de Doenças Renais do Tocantins, em Araguaína, com 151 pacientes assistidos; e Renal Center Serviços de Diálise Ltda, com 130 pacientes em atendimento.
No âmbito hospitalar, o Hospital Geral de Palmas (HGP) realizou, ao longo de 2025, um total de 5.315 sessões de hemodiálise em pacientes internados. O serviço funciona de forma ininterrupta, 24 horas por dia. Em 2026, já foram registradas 620 sessões no mês de janeiro e 523 no mês de fevereiro.
Doença
A doença renal é considerada crônica e silenciosa. O médico nefrologista do Hospital Geral de Palmas, Vinicius de Freitas Orsolin, explica que os sinais costumam aparecer apenas em fases mais avançadas da doença. “Na maioria das vezes temos sinais e sintomas inespecíficos, que surgem quando os rins já estão bastante comprometidos. Entre os sintomas da doença renal crônica em fase avançada estão indisposição, inchaço, falta de apetite e enjoos. Esses sinais aparecem quando já existe um comprometimento importante da função renal”, explica o especialista.
Evitar o uso indiscriminado de medicamentos, especialmente anti-inflamatórios, é uma das orientações para preservar a saúde dos rins. O nefrologista do HGP, Giordano Floripe Ginani, destaca a importância do controle de doenças como Hipertensão arterial e Diabetes. “A doença renal é grave, mas pode ser diagnosticada e tratada. É um grande desafio, porém, com acompanhamento regular seguindo as orientações médicas, é possível retardar a progressão da doença e, caso necessário, estar preparado para terapias como a diálise ou até o transplante renal”, ressalta.
Prevenção
A prevenção e o diagnóstico precoce são as principais recomendações dos especialistas para evitar complicações no funcionamento dos rins. Exames simples e de rotina podem ajudar na identificação precoce de alterações renais, como o exame de urina (EAS), a dosagem de proteínas na urina e a medição da creatinina no sangue.
Além disso, hábitos saudáveis contribuem para a preservação da função renal, como a prática regular de atividade física, evitar o sedentarismo e o tabagismo, manter ingestão adequada de líquidos e evitar a automedicação.
Tratamento
Nos estágios mais avançados da doença, quando os rins deixam de conseguir manter o equilíbrio do organismo, são indicadas terapias renais substitutivas, que passam a desempenhar a função dos rins. Entre os tratamentos disponíveis estão a hemodiálise, a diálise peritoneal e o transplante de rim.
A paciente Cassiana Reis, de 37 anos, conta que descobriu a doença renal após procurar atendimento médico devido a sintomas aparentemente simples. “Descobri o problema renal em fevereiro do ano passado, tive dor de cabeça e tontura e fui ao posto de saúde. Fiz exames rapidamente e o diagnóstico foi preciso. Eu não tinha sintomas, mas fui diagnosticada com nefrite por excesso de medicação para sinusite. Cheguei ao hospital com apenas 2% da função renal e precisei iniciar hemodiálise com urgência. É muito importante fazer exames de rotina para evitar chegar a uma situação como essa”, relata.
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