Com o objetivo de atualizar os profissionais em nível local e regional para as ações de vigilância de febre amarela, com base nos protocolos de investigação epidemiológica, de epizootias em Primatas Não Humanos (PNH) e entomológica, aconteceu de 27 de novembro a 1º de dezembro a Oficina Macrorregional de Vigilância Integrada de Febre Amarela. O evento realizado em Palmas, teve participação de profissionais de vigilância dos estados que compõem a região Amazônica (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins).
Os participantes são atuantes nas áreas de vigilância epidemiológica, vigilância de epizootias em PNH e vigilância entomológica e profissionais dos laboratórios de referência, de instituições colaboradoras, atuantes na vigilância nas ações integradas entre o Ministério da Saúde e o Meio Ambiente, Agricultura, Primatologia e Entomologia.
Segundo o biólogo em saúde, da Secretaria de Estado da Saúde, Evesson Farias, “a capacitação trouxe uma importante atualização aos profissionais do Estado, por elencar as situações de todos os Estados da região e assim, ser possível fazer uma análise dos problemas e as soluções encontradas em cada um deles. Isso é válido para em algumas situações usarmos isso aqui no Estado”, enfatizou.
Para o coordenador de vigilância em saúde e epidemiológica de Roraima, Cesarino Junior Lima Aprigio, “este é um momento válido, pois faz com que trocamos idéias e conhecemos as referências utilizadas pelos demais estados e conhecemos as debilidades e as práticas exitosas”, afirmou.
A representante da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), Larissa Cacho Zanette explicou que “durante a semana foi repassado aos participantes treinamentos sobre técnicas de captura e manejo de primatas não humanos; procedimento de necropsia e de coleta de amostras para diagnostico da febre amarela e entomologia aplicada à vigilância da febre amarela, que deve ser aplicados em seus estados de origem”, destacou.
Durante o evento, foram apresentadas as experiências, situação epidemiológica e perspectivas para monitoramento do período sazonal em todos os estados; um histórico da febre amarela nas américas e as primeiras evidências de epizootia em PNH; vigilância integrada da febre amarela no Brasil e situação epidemiológica atual; situação epidemiológica da raiva no Brasil, a rede nacional de laboratórios referência para diagnóstico da doença no país e papel do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a legislação aplicada a fauna silvestre.
Também foi apresentado o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros; a bioecologia dos Primatas Não Humanos; Bioecologia dos vetores da febre amarela; noções de biossegurança em atividade de campo; roteiro básico de investigação de morte de PNH e apresentação da Plataforma SISS-Geo - Sistema de Informação em Saúde Silvestre.
Dados
Nos últimos dois anos, o Tocantins registrou um caso de febre amarela em humanos, que aconteceu em 2017, com o óbito da pessoa atingida.
A doença
Segundo o Ministério da Saúde, “a febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por vetores artrópodes, que possui dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano. Reveste-se da maior importância epidemiológica por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas por Aedes aegypti. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias”.
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