Tocantins participa de elaboração de ações para 2018 sobre hanseníase

por Secretaria de Vigilância em Saúde
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Nos dias 21 e 22 de março aconteceu em Brasília a reunião de avaliação e planejamento do projeto “Abordagens inovadoras para intensificar esforços para um Brasil livre de hanseníase”. Durante a reunião com estados e municípios participantes da iniciativa, foram apresentados resultados das ações realizadas em 2017 (primeiro ano de execução do projeto) e discutidos desafios e metas para 2018/2019.

O projeto é desenvolvido em 20 municípios dos estados do Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Pernambuco, Pará e Tocantins. Por meio de ações como mutirões para detecção de casos novos, acompanhamento dos casos, capacitação de profissionais quanto ao diagnóstico e prevenção das incapacidades, busca ativa de casos, enfrentamento do estigma e discriminação,  além do fomento de informação sobre os sinais e sintomas da doença para a população, o objetivo geral da iniciativa é diminuir a carga de hanseníase nessas localidades, situadas em regiões endêmicas. O Maranhão, por exemplo, é o estado brasileiro de maior número de casos de hanseníase no Brasil, com registro de 3.298 casos novos diagnosticados em 2016. Neste mesmo ano, o país registrou 25.218 casos novos de hanseníase, ocupando a segunda posição no mundo com 11,7% do total de 214.783 casos novos reportados à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em uma breve abertura, cada representante se apresentou, dizendo sua principal qualidade pessoal e os desafios relacionados à hanseníase em seu município. “Como qualidade, ouvi muitas pessoas falarem a palavra ‘persistência’. É exatamente isso que precisamos para o enfrentamento da doença”, comemorou Carmelita Filha, coordenadora-geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde.

Em um ano de projeto já implantado, dificuldades como o conhecimento sobre a hanseníase pelos profissionais da ponta e o estigma da doença foram amplamente apontados como problemas. Em algumas regiões do país isso acontece com mais intensidade do que em outras, o que deve ser aprofundado para ações mais específicas nos próximos dois anos para o fechamento do projeto.

Para 2018, cada município montou um conjunto de atividades e metas para alcançar as propostas do projeto e aperfeiçoar ações e objetivos a partir da análise do ano passado. Os consolidados foram apresentados por estado, pelas Coordenações Estaduais do Programa de Hanseníase, para que, em um segundo momento, tais sugestões e alterações sejam discutidas com os gestores locais, com prazo de devolução da planilha final até o início de abril. Essas metas seguem a mesma lógica das ações realizadas em 2017 para o aperfeiçoamento do atendimento ofertado pelos profissionais, a busca ativa de casos, o diagnóstico precoce, a investigação dos contatos e o acompanhamento dos casos antigos. As ações devem favorecer a redução da carga da doença e promover o enfrentamento do estigma na comunidade.  

“Essa iniciativa é apenas um lembrete do que deveria ser rotina no atendimento dos acometidos pela hanseníase. Ainda há pouco conhecimento e pouco comprometimento sobre o assunto na ponta, mas estamos no caminho certo”, comentou a enfermeira e coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Paço do Lumiar (MA).

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