Tocantins participa de debate nacional sobre leishmanioses

A ação busca aumentar o acolhimento à população acometida pela doença no estado
por Ananda Santos/Governo do Tocantins
-
A reunião foi realizada com intuito de aumentar o acolhimento à população acometida pela doença, dentro do Sistema Único de Saúde - Foto: Divulgação SES-TO file_download

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) participou na sexta-feira, 26, de encontro online sobre leishmanioses, com a participação da Associação Brasileira de Portadores de Leishmaniose (Abrapleish) e representantes da saúde pública dos estados de Sergipe e Alagoas. Promovida Ministério da Saúde (MS) a reunião foi realizada com intuito de aumentar o acolhimento à população acometida pela doença dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o biólogo em saúde da SES-TO, Júlio Bigeli, “a reunião teve por objetivos a troca de experiências e a discussão sobre as ações, os desafios e as perspectivas relacionadas às leishmanioses no SUS, nas perspectivas do serviço de saúde e da população. Foi um momento de grande importância no sentido de promover a inclusão da associação nos fóruns de decisão envolvendo a vigilância e controle das leishmanioses, enquanto representantes dos interesses dos usuários”.

O Ministério da Saúde (MS) tem promovido reuniões junto com a associação e as secretarias estaduais de saúde de todos os estados, para aprofundamento no conhecimento sobre leishmaniose e aproximação.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Portadores de Leishmaniose (Abrapleish), Alexsandro Lago, “desenvolvemos trabalhos junto com as políticas públicas, nas esferas nacionais, estaduais, municipais e outras entidades para reivindicar direitos. Atuamos em comunidades, escolas, postos de saúde e associações de agricultores, para promover a conscientização às pessoas que vivem em comunidades endêmicas, que muitas vezes não sabem quem é o transmissor da doença. Apoiamos também, atividades de pesquisa científica com o incremento de investimentos em doenças negligenciadas”.

Leishmaniose

Segundo o Ministério da Saúde (MS), a leishmaniose tegumentar (LT) é uma doença infecciosa, não contagiosa, causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitidos pela picada de insetos flebotomíneos, conhecidos como mosquito-palha, tatuquira, asa-dura, birigui, entre outros nomes populares. As manifestações mais comuns são lesões na pele, que podem variar em formato e gravidade, atingindo áreas expostas como braços e pernas, e em casos menos frequentes, mucosas do nariz e da boca.

O perfil epidemiológico de 2023 mostra que a maioria dos casos ocorreu em homens (73,3%), pessoas com mais de 20 anos (81,9%), negras (75,6%) e moradoras de áreas rurais (50,1%). No mesmo período, foram contabilizados 62 óbitos pela doença.

Entre 2020 e 2024, o Brasil registrou 67.224 novos casos de LT, segundo dados preliminares do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Para prevenção, o Ministério da Saúde (MS) orienta medidas coletivas, como a instalação de telas em portas e janelas, uso de mosquiteiros e limpeza regular de quintais, evitando acúmulo de lixo orgânico que atrai o vetor. Já em nível individual, recomenda-se o uso de roupas compridas, especialmente durante atividades em áreas de mata no fim da tarde e à noite, período de maior atividade do inseto.

 

keyboard_arrow_up