O secretário de Estado da Saúde, Afonso Piva de Santana participou, na quarta-feira, 29, da assembleia geral do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), em Brasília. O evento definiu a nova diretoria do colegiado para a gestão 2023 e 2024, que terá como presidente, o secretário de Estado da Saúde, de Minas Gerais, Fábio Baccheretti Vitor e debateu ações pontuais para fortalecimento da atenção básica, para a saúde indígena e para a atenção domiciliar.
No evento foi apresentada a carteira de projetos da Atenção Primária e segundo o titular da SES-TO, “estamos alinhando políticas para fortalecimento da atenção básica do Tocantins, a qual representa 92% de cobertura assistencial, com 582 equipes de saúde da família. Com isso iremos promover a melhoria de indicadores como a redução da mortalidade materna e infantil, entre outros que causam grande impacto na atenção especializada, sobrecarregando os serviços de terapia renal substitutiva, ambulatórios, reabilitação e aumentam a morbi-mortalidade por doenças cardiovasculares, dentre outros agravos", afirmou Afonso Piva.
“O Tocantins já tem como prioridades, seis indicadores da atenção básica: imunização; combate à sífilis; redução da mortalidade infantil e materna, combate à hipertensão (estima-se que 396.680 tocantinenses sejam hipertensos) e ao diabetes (121.625 pessoas convivem com a doença no Estado)”, afirmou a superintendente de Políticas de Atenção à Saúde (SPAS), Juliana Veloso, que acompanhou o secretário, na Capital federal.
Sobre a atenção domiciliar, o Tocantins tem atualmente sete Equipes multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMADs), nos municípios do Porto Nacional, Palmas, Gurupi e Araguaína; três Equipes Multiprofissionais de Apoio (EMAPs), em Porto Nacional, Araguaína, Palmas. Os serviços atendem em média 289 pacientes, por mês e colaboram com a desospitalização de aproximadamente 34 pacientes, mensalmente.
“O objetivo principal da atenção domiciliar é promover a desospitalização do paciente, para que ele siga em acompanhamento especializado, mas no conforto do seu lar, ladeado pelas pessoas queridas. Isso colabora com a rápida recuperação e com o giro de leitos nas unidades hospitalares, garantindo que mais pessoas tenham acesso à rede assistencial”, destacou Afonso Piva.
Na ocasião também foi debatido o Programa de Redução de Filas, lançado pelo Ministério da Saúde (MS), que disponibilizará, cerca de R$4,5 milhões para o Tocantins realizar cirurgias eletivas. O Estado do Tocantins inseriu o Projeto de Cirurgias Eletivas, no prazo estipulado pelo Governo Federal e estima-se que sejam autorizadas , 213 tipos de procedimentos, cadastrados na Central Estadual de Regulação.
Saúde indígena
Dados do MS apontam que o Tocantins possui uma população de 13.356 indígenas, com uma cobertura de 32 unidades básicas de saúde, nos municípios de Formoso do Araguaia, Itacajá, Gioatins, Santa Fé do Araguaia, Tocantínia e Tocantinópolis. Além das unidades básicas, há as Casas de Saúde Indígenas, em Araguaína e Gurupi. Vale destacar, que a assistência ao indígena são de cunho tripartite entre os municípios, Estado e União.
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