Para conscientizar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e capacitação de profissionais, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) participa da Semana Nacional de Controle e Combate às Leishmanioses. A iniciativa acontece entre os dias 10 e 16 de agosto em parceria com as secretarias municipais.
De acordo com dados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAM), em 2024, o Tocantins registrou 52 casos confirmados de leishmaniose visceral. No mesmo período, três óbitos foram confirmados nos municípios de Araguaína, Nova Olinda e Pium. Em relação à leishmaniose tegumentar, foram contabilizados 244 casos, sem registro de mortes. Já no primeiro semestre de 2025 (janeiro a junho), foram notificados 33 casos confirmados de leishmaniose visceral com dois óbitos (em Formoso do Araguaia e Gurupi). Para a leishmaniose tegumentar, o Estado registrou 97 casos e um óbito, no município de Dianópolis.
Como parte da programação no Tocantins, na terça-feira, 12, a SES-TO realiza em parceria com o município de Araguaina, a Capacitação de Médicos e Enfermeiros da Atenção Básica. A proposta é atualizar médicos e enfermeiros sobre aspectos clínicos, diagnósticos e dados epidemiológicos das leishmanioses, além de apresentar os desafios e ações estratégicas para o controle da doença no Tocantins. O evento deverá reunir 150 profissionais no auditório do Espaço Cultural Agnaldo Borges Pinto.
Uma das temáticas do encontro é os ‘Desafios e ações para controle da leishmaniose visceral no Tocantins’, que será ministrada pelo Biólogo e Assessor Técnico do Programa de Vigilância das Leishmanioses da SES-TO, Júlio Gomes Bigeli. “A Semana Nacional é um momento estratégico para ampliar o diálogo com a população e reforçar a importância da prevenção. Temos investido no fortalecimento da vigilância, na educação em saúde e no apoio técnico aos municípios para interromper a cadeia de transmissão. Essa é uma luta que exige o envolvimento de toda a sociedade”, disse.
Doença
A Leishmaniose é uma doença infecciosa transmitida pelo mosquito-palha. De acordo com a equipe técnica da SES-TO, há registros recorrentes da doença em diversas regiões, exigindo monitoramento constante, capacitação de profissionais e atuação direta em campo.
Os principais tipos são a leishmaniose tegumentar (ou cutânea) que afeta a pele e as mucosas, causando feridas que podem evoluir para lesões nasais e orais. E leishmaniose visceral (ou calazar, considerada a forma mais grave) que ataca órgãos internos como o baço, fígado e medula óssea, podendo causar febre, anemia, perda de peso e aumento do baço e fígado.
A prevenção
A população pode ajudar no combate à leishmaniose, com cuidados preventivos que envolvem ações como: manter o ambiente limpo, usar repelentes, mosquiteiros e telas, e proteger cães com coleiras de inseticidas, além de evitar áreas de risco.
Programação em Araguaina
8h15 - Estratégias Integradas de Vigilância e Controle das Leishmanioses - Ketren Carvalho Gomes – Médica Veterinária. SMS/CCZ Araguaína Admilson Luiz Modesto Pereira – Médico Veterinário. SMS/CCZ Araguaína-TO.
9h30 - Aspectos Clínicos e diagnósticos das Leishmanioses - Dra Alexsandra Rossi – Médica HDT-UFNT
10h30 - Desafios e ações para controle da leishmaniose visceral no Tocantins - Julio Gomes Bigeli – Biólogo em Saúde - Assessor Técnico responsável pelo Programa de Vigilância das Leishmanioses da Secretaria de Estado da Saúde
11h30 - Considerações finais e mediações das dúvidas e perguntas: Área Técnica de Vigilância e Controle das Leishmanioses. SMS/CCZ Araguaína-T).
Edição: Aldenes Lima - Governo do Tocantins
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