Tocantins inicia 1ª Oficina de Planejamento do Manejo Clínico na Atenção Primária

Evento fortalece ações do PlanificaSUS e marca criação do Núcleo Regional de Manejo Clínico na região da Ilha do Bananal
por Bruno Lacerda - Governo do Tocantins
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Participantes da 1ª Oficina de Planejamento do Manejo Clínico na APS, realizada na Ilha do Bananal - Foto: Bruno Lacerda - Governo do Tocantins file_download

Na sexta-feira, 29, o Tocantins deu início à 1ª Oficina de Planejamento do Manejo Clínico na Atenção Primária à Saúde (APS), um marco para a integração das ações do PlanificaSUS no Estado. A atividade reuniu profissionais de saúde, representantes indígenas e técnicos do Instituto Israelita Albert Einstein, com foco no cuidado de pessoas com doenças crônicas e na atenção materno-infantil.

O encontro foi marcado por uma programação prática e estratégica. Entre as atividades, os participantes discutiram a organização do curso de aperfeiçoamento que será ofertado aos profissionais da região, elaboraram o cronograma regional e pactuaram responsabilidades para fortalecer o acompanhamento de hipertensão, diabetes e pré-natal. Também foi formalizada a criação do Núcleo Regional de Manejo Clínico, que ficará responsável por articular, acompanhar e monitorar as ações no território.

A gerente de Monitoramento e Avaliação da APS e referência estadual do PlanificaSUS, Tatiane Alves, destacou a importância da iniciativa. “Hoje marcamos um momento imponente para o Tocantins. Em sinergia com a Planificação, iniciamos a primeira reunião do Núcleo Regional de Manejo Clínico, que vem para potencializar as ações já em andamento. A região da Ilha do Bananal é o nosso ponto de partida, mas o impacto será estadual, fortalecendo a Atenção Primária e garantindo à população um cuidado mais qualificado, integrado e humano’.

Para o coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena do Tocantins, Haratumã Javaé, “o projeto promove capacitação em manejo clínico, especialmente no acompanhamento de doenças crônicas, qualificando desde agentes indígenas de saúde até profissionais de nível superior. Essa construção conjunta fortalece fluxos de trabalho e respeita as especificidades culturais. A maior beneficiada será a população indígena”.

A analista de práticas assistenciais sênior do Hospital Israelita Albert Einstein, Cristiane Lopes, reforçou que o manejo clínico amplia a educação permanente dos trabalhadores da rede. “O objetivo é qualificar profissionais para atuar na assistência a condições sensíveis à APS, reduzir a mortalidade materna infantil e melhorar o acompanhamento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, fortalecendo a prevenção e a promoção da saúde”.

O médico de família e comunidade e integrante da equipe de Políticas Públicas e Redes do Hospital Israelita Albert Einstein, Lucas Gaspar Ribeiro, ressaltou a importância da oficina como etapa inicial da formação. “Discutimos hipertensão, diabetes e cuidado pré-natal, dando início à organização de um curso que vai qualificar profissionais da Ilha do Bananal, do DSEI Araguaia e do DSEI Tocantins. Essa ação integra um movimento nacional em 18 estados, e o Tocantins é um dos contemplados”.

 

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